Thursday, February 19, 2009

"As putas do século XXI"

O dicionário Aurélio define a palavra puta como: “...prostituta, qualquer mulher lúbrica que se entregue à libertinagem”, já Michaelis: “...meretriz; mulher devassa”.

A profissão de prostituta – se é que possamos nomeá-la assim – está em voga no momento. Apesar de no Egito antigo e depois na Grécia e em Roma tal atividade ser considerada uma espécie de ritual, hoje é tratada como um labor por muitas meninas, onde estas, auferem renda para pagar os estudos, comprar seus pertences e obter uma vida melhor.

Noutra banda, constata-se que este é um grande negócio aos empresários do ramo, onde estes cobram por um programa R$500,00 e repassam em média 10% deste valor a garota.

Apesar de ser um business de grande desenvoltura, as prostitutas de “carteirinha” vem sofrendo grande discriminação, tendo em vista a disseminação da AIDS, como todos sabem, doença sexualmente transmissível e altamente contagiosa quando há troca de fluidos.

Diante deste cenário, nos deparamos com as putas do século XXI, onde os clientes inveterados dos bordeis encontraram um novo “nicho de mercadoria”, garotas de classe média, ou classe média alta, entre 18 e 25 anos, que vendem a sua boca, e por corolário o seu corpo, em troca de mordomias proporcionadas por seus eventuais parceiros.

Ainda nesse sentido, é importante diferenciar que, num relacionamento de qualquer naipe – uma noite de aventura ou até um namoro – o grande diferencial é o sentimento, ou seja, quando nos deparamos numa relação onde interesse material é predominante, estamos diante de uma puta e seu cliente. A título ilustrativo podemos imaginar a seguinte situação, onde o indivíduo está no bordel, faz o programa com a garota, e, após o pagamento da quantia pré determinada, ela externa o prazer que sentiu na hora do sexo e ressalta que achou seu cliente muito atraente. "Você acreditaria que por conta disso ela deixou de ser garota de programa?"

De qualquer modo, estas meninas acreditam que estão se relacionando com estes abastados de forma legitima. Leve engano, o que difere elas das funcionárias do Sr. Oscar Marone é tão somente a origem. É sabido que as putas de bordel são garotas de pouca posse e de baixíssimo nível cultural, ao passo que, as putas de século XXI, em regra, são de famílias estabilizadas e detentoras de um diploma de nível superior.

A concorrência entre estas "patricinhas" e as putas de bordel é desleal. Enquanto as primeiras possuem condições de deslocar-se com facilidade, freqüentar rodas socais elevadas e comumente ir a lugares badalados – bares e boates de luxo – as segundas necessitam aguardar o seu cliente em loco, ou seja, se uma dessas “garotas de família” abordar o “abastado” primeiro, este, não precisará ir ao bordel.

Neste contexto podemos verificar uma grande hipocrisia, uma vez que toda a população critica veementemente as casas de prostituição e por conseqüência as própria putas, porém, os familiares destas garotas “instruídas”, dificilmente repreendem suas filhas por tal atitude, enaltecendo, de quando em vez, este tipo de comportamento.

Enquanto isso críticos enxovalham o Sr. Oscar Marone e seu segmento comercial ao passo que, as putas do século XXI trocam sua integridade por uma taça de champanhe, uma foto na revista Caras, uma festa vip ou um passeio de iate, aniquilando os valores sociais e familiares, acreditando que alcançaram o ápice de sua carreira (de garota de programa).


6 comments:

Anonymous said...

putas enrustidas hahahahaha! realmente, são uma nova especie em ascenção no cada vez mais deturpado meio social do século XXI.

(PrecarioCN) said...
This comment has been removed by the author.
(PrecarioCN) said...

Muito feliz este artigo.

Poucas são as diferenças entre as "PUTAS" de Rua e as da TV, Revistas e etc. (Big Brothers e tal). As mulheres cada vez mais "plastificadas" e vazias. Vejo as mulheres (não todas, mas maioria) e comparo com: Alexandra Kollontai, Rosa Luxemburgo e Marilena Chaui me dá até pena e vejo que a cada dia nos tornamos umas “coisas”. Apesar disso, mesmo assim, AMO as Mulheres, porém prefiro as originais de fábrica e inteligentes.

É nois 2 PAC

Anonymous said...

E o pior disso tudo é que quem sustenta esse ''novo'' comércio sexual - são os proprios pais dessas putas enrustidas de luxo. Pois suas mães são como era na década de 40, antes do direito ao voto obrigatório: um depósito de sémen.

Um abraço Leo,
Finha.

Anonymous said...

Não adianta, a mulher faz de tudo para viver no bom e no melhor, mesmo que isso afete sua dignidade, acho que um problema de valor, as familias não são mais as mesmas e não conseguem mais educar suas filhas, e por outro lado a mulher quer ser indempendente do homem, que dar para todos achando bonito...

Abraço

Fabricio de Souza

Ivan Rocha said...

Ainda queria ver teus textos no estilo prates, em video e tal, muito bom :D

sobre o assunto, é isso, o rap fala nisso desde que surgiu e agora chegamos no ápice desse tipo de comportamento que não tem hora para acabar.
Na Alemanha tem mulher oferecendo um novo "serviço" limpeza de casa sensual, isso mesmo, prostituição alinhada com serviços gerais, onde a moça (normalmente mulheres separadas) faz os serviços com pouca roupa e da direito a um ato sexual. São os efeitos da crise econômica por lá.
O que fazer contra essa sociedade capitalista que sutilmente está acabando com todos os valores morais?