Monday, May 10, 2010

"A Nova Geração das Mulheres Sem..."

De acordo com o dicionário Aurélio a palavra identidade significa: "...conjunto de características próprias de uma pessoa, um grupo etc. que possibilitam a sua identificação ou reconhecimento".
Ainda embasado no Aurélio, a palavra independência é definida como: "...estado ou caráter de quem goza de autonomia, de liberdade com relação a algo ou alguém; caráter daquele ou daquilo que não se deixa influenciar, que tem autonomia de julgamento e ação".
É uma pena, muito embora tenhamos verificado uma grande evolução social nos últimos tempos, que certas garotas e/ou mulheres não tenham lido e percebido a importância das verbetes supramencionadas em suas vidas.
Todos nós sabemos que as gerações passadas tinham como dogma a colocação do sexo feminino em posição inferior ao masculino, neste contexto verificávamos que o genitor era o responsável pelo sustento da família, ou seja, era este que estudava, se instruía para depois trabalhar, ao passo que a genitora estava fadada aos cuidados do lar, e, posteriormente, dos filhos, sempre ficando num certo ostracismo profissional e social.
Desde o renascimentismo até os dias atuais, sabemos que as garotas e/ou mulheres vêem conquistando seu espaço no mercado de trabalho, tornando-se assim uma concorrente, de igual para igual, dos homens, razão pela qual, em regra, hoje, em pleno ano de 2010, não temos mais aquela figura de submissão e um pré destino da esposa ser "dona de casa".
Apesar desta notória evolução, ainda esbarramos, de quando em vez, com garotas e/ou mulheres desta nova geração que preferem, levianamente, viver à margem de seus companheiros, quase sempre 10 à 15 anos mais velhos, recebendo uma pseudo remuneração para ficar em casa "cuidando dos filhos", esperando o pai de família, dos tempos feudais, com a residência limpa e a mesa posta para o jantar.
Sei bem que nos dias atuais, muitas destas atividades são "terceirizadas" por estas esposas à suas empregadas, babas e diaristas, contudo, o status de subalterna, ao delegar estas funções a outras pessoas, não é, nem um pouco, diminuído, ao contrário do que elas pensam.
Diante de tudo isso, é difícil acreditar que há pessoas ainda hoje acham escorreito abdicar tudo em nome do amor, ou pior, em nome do casamento e da "educação" dos seus filhos, escolhendo não se instruir, não trabalhar e não seguir uma carreira profissional sólida, e, por corolário, matar sua independência e identidade em troca de uma vida norteada, na maioria das vezes, pela submissão.
Fica claro que este atual estilo de vida levado a cabo por elas não difere, nem um pouco, da época do feudalismo, onde qualquer pessoa do sexo feminino era considerado um mero instrumento, destacando que estas subalternas, antigamente, se contentavam com uma casa aquecida, uma cama com colcha de retalhos e uma viagem de carroça ao interior da sua província, ao passo que hoje, esta geração de pseudo mulheres, que possuem entre 20 a 40 anos, se mantêm submissas em troca de "semanadas" no exterior, sua própria loja no shopping center, uma assinatura da revista Caras, bolsas e óculos "de marca" e carros de luxo, tudo, obviamente, patrocinado pelo marido, que só obtém "vantagens" e é o maior interessado na perpetuação da falta de identidade e independência de sua companheira.

8 comments:

Dante said...

Pois é meu caro Leonardo, tem aquele ditado que quem gosta de homem é homosexual, mulher gosta mesmo é de dinheiro, "do seu homem". Que pena que a maioria delas, não descobre todo seu potencial e se sujeita a isso que, muito bem escrito, descreveste. Grande abraço e parabéns pelo artigo.

Juliana Carioni said...

As exceções estão sempre tentando mudar esta situação e pagando por ela também, mas acredito que seja da natureza do ser humano esse gosto pelo dinheiro. rsrs. E nas mulheres fica mais evidente. Gostei do texto! Parabéns;)))))) Juliana.

Ana said...

Teu texto é bem escrito, palavras selecionadas...

As exceções existem e são muitas, cada vez mais.Você também poderia falar bem delas, pois visões positivas ao invés de nos indignar, abrem nossas cabeças e nos tornam mais "doces". Experimente!

E mais uma coisa...Homens que estão ao lado de mulheres "submissas" ao seu ponto de vista, certamente sentem-se confortáveis nesse tipo de situação. Caso contrário, estimulariam uma mudança de atitude, já que um relacionamente é construído em conjunto, sempre.

Rolf Ditter said...

As maes de familia, mesmo com seus direitos consolidados ha tanto tempo, infelizmente ainda se deparam com homens machistas, que consideram a funçao de administrar um lar e a família(por sinal exaustiva, mesmo com empregados), como uma "mordomia". E por isso as tratam com inferioridade. Lamentavel que geralmente isso aconteça quando o patrimonio começa a crescer...Até então a mulher "ëra" o esteio da família. Parabens aqueles homens que revelam sua condiçao de "homem das cavernas" desde o início, dando opçao a ämada em correr. A falta de reconhecimento causa danos a saude... pior mesmo só a desilusao, a ganancia e o desamor. Leo, querido, essa é a humilde opinião de quem pensava da outra forma, até ver muitas coisas...A vida é mais complicada do que parece. Um grande beijo! Daniela

Fofí said...

Oiie!
Adorei o comentário lá no blog, muito obrigado pelos elogios.
E porque não atualizas mais aqui, hein?
Beijos

http://draamandalima.blogspot.com said...

Espero que o "time"de mulheres exceções aumente, orgulhem-se disso e saibam que só assim podemos evoluir.

Muito legal o blog.Palavras e opiniões muito bem colocadas..Parabéns!

Amanda Lima

Anonymous said...

Muito bom...matei a curiosidade com muita satisfação, infelizmente são poucos que conseguem ver essa nova geração tão claramente. Beijos!!! Thaci.

Regi said...

Muito bem escrito! Porém acho que o assunto vai muito mais além!!