Wednesday, December 14, 2011

"Sempre será uma questão de timing"

Ontem, no início da tarde, através do blog do jornalista Sergio Rubim, recebi a notícia acerca do falecimento do blogueiro Amilton Alexandre, o Mosquito, fundador do blog Tijoladas. Num primeiro momento, como todos, acredito eu, cheguei a pensar que ele fora assassinado, considerando os tantos inimigos que ele vinha colecionando desde o começo de sua empreitada, porém, se formos analisar o seu comportamento virtual nos últimos meses, fica fácil constatar que algo de ruim estava por vir.
Há três semanas, quando o Mosquito decidiu abandonar suas atividades no blog, ele postou seu próprio telefone celular no twitter, anunciando que em troca de remuneração cozinharia, de preferência frutos do mar, para um grupo de pessoas. Anotei o seu número despretensiosamente, mas com intuito de entrar em contato com ele num futuro próximo para marcamos uma peixada e escutar suas inúmeras histórias/estórias, principalmente aquelas da época do regime militar.
Inevitavelmente os dias foram passando e o nosso próprio cotidiano encarregando-se de atropelar nossas prioridades, bem como nossas vontades e por fim, diante do acontecimento de ontem, caso eu realmente ligasse para agendar a nossa tão esperada peixada, aquele telefone celular anotado semanas atrás não seria mais atendido pelo seu proprietário.
Pois bem, hoje, uma dia após a fatídica terça-feira, verifico em vários blogs e através de mensagens no twitter inúmeras manifestações que, salvo melhor juízo, são completamente extemporâneas. Apesar de considera-las sinceras, constato que os seus timings não são precisos, ou seja, esse aludido fomento à causa do Mosquito deveria ter vindo antes de sua morte, pois, agora, da forma que esta sendo emanado, nada mais é do que letra morta.
Assim, mais uma vez, aprendo que tudo na vida é realmente uma questão de timing, sendo convicto que se possuirmos a sabedoria de precisar a hora certa de cometer um ato, ou até mesmo de não fazê-lo, nunca iremos lamentar algo ocorrido e eu, talvez, ao invés de estar escrevendo este artigo, estaria narrando à vocês as derradeiras tijoladas do Mosquito.

6 comments:

ana carolina said...

Leo, adorei o post! E me fez pensar que precisamos notar mais as pessoas, estamos nos relacionando de foma tão digital, que na correria não notamos os sinais do que está por vir.

Lamento muito a morte do Mosquito, mesmo não o conhecendo!

Beijos e escreva mais!

Gustavo de Carvalho Rocha said...

Leonardo,

Também notei que ele estava com um tom nos discursos que não era seu estilo. Porem, minha mãe estava comentando que ele estava falando com um colega dele pela net, quando derrepente ele parou. Ao chegar na sua casa, a porta estava aberta e o Mosquito morto. E agora?

Mas é isso mesmo, temos que dar valor para todos que consideramos sempre que possível.

Por isso que digo; OBRIGADO pelas caronas quando estudamos juntos. hehehehe

Abs

geni mafra said...

Pessoal, que coisa hein!? acho que o que falou o Gustavo tinha que ser melhor investigado...mas quem o fará?
" Porem, minha mãe estava comentando que ele estava falando com um colega dele pela net, quando derrepente ele parou. Ao chegar na sua casa, a porta estava aberta e o Mosquito morto. E agora?"

Jean Scharlau said...

Alô, Gustavo. Poderias relatar com mais detalhes, inclusive cronológicos, o que aconteceu?

Gustavo de Carvalho Rocha said...

Onde minha mãe ouviu esta notícia foi nos veículos de informação. Um deles foi o programa Hélio Costa.

Gustavo de Carvalho Rocha said...

Mano, veja esta:


http://cangarubim.blogspot.com/2012/01/o-que-eu-nao-podia-deixar-de-escrever.html