Tuesday, July 02, 2013

"O tempo, as vezes, para"

Nenhum astrofísico deste planeta, vivo ou morto, iria concordar comigo, mas consigo afirmar com todas as letras que o tempo, as vezes, para. 
Tudo bem, talvez admita que naquele relógio da cozinha ou até mesmo nos ponteiros da catedral os marcadores continuem em movimento, porém aquela noção subjetiva de tempo, inerente a cada um de nós, as vezes perde-se por algumas frações de segundo e isso nos proporciona por alguns singulares instantes a impagável sensação que o tempo efetivamente parou. 
O gatilho para essa sensação dá-se somente em determinados momentos, onde o indivíduo precisa, necessariamente, estar acompanhado de alguém especial. Além de necessitar de um par e ama-lo de maneira quase incondicional é preciso ter uma extrema afinidade, cumplicidade e sinergia com este. Assim, ao se aproximarem, estas duas pessoas acabam externando com gestos e atos, sem qualquer troca de palavra ou diálogo, o que sentem uma pela outra e, por estarem tão emanadas de vontades recíprocas, aliadas à boas vibrações, iniciam este nobre processo de parar o tempo.
Bem sei que caso conseguisse colocar estas afirmações em uma fórmula talvez ficasse rico e famoso, até porque estaria contrapondo tudo que vem sendo empregado desde as investigações empíricas do mundo natural até pelo próprio Cazuza, que sempre afirmara que o tempo não para. 
De todo modo, penso que não é isso devêssemos perquirir, considerando ser uma idéia tanto quanto ousada confrontar teses que são sustentadas com sucesso à séculos a fio.
Contudo afirmo que o efeito criado pela combinação descrita acima nos traz algo mais forte do que uma parada no tempo literal, sendo que a felicidade e a sensação de prazer resultantes dessas estáticas frações de segundos deveriam fazer parte do nosso cotidiano, pois nos rejuvenescem de um jeito sem igual, trazendo-nos muito mais benefícios do que qualquer outra coisa comprovadamente existente.

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