Thursday, August 14, 2014

"É triste quando o futuro morre ou o feliz início de um sonho"

Apesar de não controlarmos o relógio da vida, mesmo que involuntariamente, sempre procuramos nos confortar pensando que ele não parará tão cedo.
De maneira inevitável esta atitude alimenta nosso cotidiano, nos trazendo o prazer de viver cada momento de forma intensa e verdadeira, onde, em tese, deveríamos aproveitar cada segundo tentando alcançar nossos objetivos e para fazer o bem, tanto para nós mesmos quanto aos outros.
Sob esta perspectiva, torna-se claro que é desnecessário procrastinarmos nossas vontades, deixar de dividir nossos sentimentos e perquirir nossos ideais em detrimento de incertezas ou até mesmo receios, considerando o fato que a nossa existência pode ser ceifada em qualquer momento e contra a nossa própria vontade.
No dia 13 de agosto de 2014, o então candidato a presidência Eduardo Campos faleceu de um modo inesperado. Convicto de seus valores e objetivos, esta figura carismática tinha uma plano para o seu futuro, onde ele sonhava em mudar o Brasil.
Assim como Eduardo, todos nós almejamos conquistar o que desejamos, tendo plena consciência que os nossos sonhos, quer sejam individuais ou aqueles que compartilhamos com outras pessoas, residem no futuro, sendo que uma vez alcançados, deixam de ser sonhos, tornando-se uma prazerosa realidade em nosso presente.
Muito embora não devêssemos jamais desistir ou até pensar que não iremos ter força suficiente para alcança-los, temos que estar preparados, pois as vezes o nosso futuro é tolhido pelos mais diversos motivos, no caso dele por uma tragédia inexplicável.
Por mais surreal que seja pensar desta forma, se pudéssemos entrevista-lo naquela quarta-feira, antes daquele avião decolar, certamente Eduardo afirmaria com serenidade que independentemente do resultado das eleições, ele estava extremamente feliz e indo ao encontro de um sonho que almejara. Por outro lado, sem dúvida alguma, este é o motivo de tanta perplexidade quando as pessoas ou os acontecimentos se encarregam de matar o futuro que tanto nos apetece.
Neste último dia 26 de outubro, Aécio Neves, Marina Silva, o legado deixado por Eduardo Campos e praticamente metade da população do país tentaram dar uma sobrevida em nosso futuro, infelizmente não conseguiram.
Ainda bem que, salvo a rara exceção da morte, momento este que, dependendo da crença, deixamos de sonhar para sempre ou passamos a sonhar eternamente, teremos inúmeras outras oportunidades em nossas vidas de traçar novamente o nosso futuro, com o claro objetivo de pelo menos tentarmos encurtar o caminho que nos levará ao início dos nossos sonhos.

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