Thursday, August 14, 2014

"É triste quando o futuro morre ou o feliz início de um sonho"

Apesar de não controlarmos o relógio da vida, mesmo que involuntariamente, sempre procuramos nos confortar pensando que ele não parará tão cedo.
De maneira inevitável esta atitude alimenta nosso cotidiano, nos trazendo o prazer de viver cada momento de forma intensa e verdadeira, onde, em tese, deveríamos aproveitar cada segundo tentando alcançar nossos objetivos e para fazer o bem, tanto para nós mesmos quanto aos outros.
Sob esta perspectiva, torna-se claro que é desnecessário procrastinarmos nossas vontades, deixar de dividir nossos sentimentos e perquirir nossos ideais em detrimento de incertezas ou até mesmo receios, considerando o fato que a nossa existência pode ser ceifada em qualquer momento e contra a nossa própria vontade.
No dia 13 de agosto de 2014, o então candidato a presidência Eduardo Campos faleceu de um modo inesperado. Convicto de seus valores e objetivos, esta figura carismática tinha uma plano para o seu futuro, onde ele sonhava em mudar o Brasil.
Assim como Eduardo, todos nós almejamos conquistar o que desejamos, tendo plena consciência que os nossos sonhos, quer sejam individuais ou aqueles que compartilhamos com outras pessoas, residem no futuro, sendo que uma vez alcançados, deixam de ser sonhos, tornando-se uma prazerosa realidade em nosso presente.
Muito embora não devêssemos jamais desistir ou até pensar que não iremos ter força suficiente para alcança-los, temos que estar preparados, pois as vezes o nosso futuro é tolhido pelos mais diversos motivos, no caso dele por uma tragédia inexplicável.
Por mais surreal que seja pensar desta forma, se pudéssemos entrevista-lo naquela quarta-feira, antes daquele avião decolar, certamente Eduardo afirmaria com serenidade que independentemente do resultado das eleições, ele estava extremamente feliz e indo ao encontro de um sonho que almejara. Por outro lado, sem dúvida alguma, este é o motivo de tanta perplexidade quando as pessoas ou os acontecimentos se encarregam de matar o futuro que tanto nos apetece.
Neste último dia 26 de outubro, Aécio Neves, Marina Silva, o legado deixado por Eduardo Campos e praticamente metade da população do país tentaram dar uma sobrevida em nosso futuro, infelizmente não conseguiram.
Ainda bem que, salvo a rara exceção da morte, momento este que, dependendo da crença, deixamos de sonhar para sempre ou passamos a sonhar eternamente, teremos inúmeras outras oportunidades em nossas vidas de traçar novamente o nosso futuro, com o claro objetivo de pelo menos tentarmos encurtar o caminho que nos levará ao início dos nossos sonhos.

Thursday, July 24, 2014

"Entre dúvidas e a sinceridade seletiva"

Ser sincero é uma das virtudes mais nobres que nós podemos possuir, apesar de não encontrarmos muitos indivíduos por aí que detenham essa qualidade tão importante. 
A conduta franca quando levada a cabo sem discricionariedade é uma ferramenta essencial para nossas vidas, onde, através da lisura revestida em nossos atos e palavras ganhamos enorme leveza em nosso estado de espírito e, por consequência, adquirimos a confiança incondicional das pessoas com que nos relacionamos.
Mesmo com os problemas, dúvidas e inseguranças que permeiam o nosso cotidiano, a sinceridade que tanto prezamos deve permanecer inabalável, até porque este tipo de qualidade detém a peculiaridade de não admitir lampejos em sua aplicação.
Nesse sentido, a partir do momento que a sinceridade começa a ficar em xeque em detrimento de interesses próprios, constata-se uma falha grave na personalidade do sujeito, que diante do medo dos reflexos desta aludida qualidade, passa a agir de modo leviano e egoísta, faltando com apreço para consigo e com as demais pessoas em sua volta, que inevitavelmente lhe deram um voto de confiança.
É inegável que ser sincero tem um alto preço, considerando que nem sempre você agradará os outros com suas decisões e opiniões, contudo, ao ser autêntico de maneira constante e irretocável, certamente seus pontos de vistas serão sempre respeitados e seus pleitos, gestos e atitudes nunca suscitarão desconfiança, independentemente de concordância ou grado de terceiros.
Assim, ao escolhermos o caminho da sinceridade, temos que segui-lo até o fim, pouco importando os percalços que eventualmente poderemos nos deparar.
Em contra partida, ao sermos seletivos e gozarmos da sinceridade só quando nos convém, colocamos todo o nosso histórico em jogo e aquela confiança incondicional que detínhamos cai por terra, transformado esta virtude tão perquerida em um defeito grave e praticamente insanável.
Diante disso, fica extremamente fácil concluir que a sinceridade só vale ser for incondicional e, se isso não for factível, é preferível sermos uma pessoa falsa assumida, onde todos, desde do início, saberão das suas intenções e interesses escusos e poderão escolher em se aproximar ou não.
Por fim, o indivíduo sincero por ocasião, aquele que escolhe os melhores momentos para externar o que pensa, escondendo suas posições quando é conveniente, comporta-se pior do que um "falso de carteirinha", pois trai toda a confiança depositada pelos outros através do simulacro de uma virtude tão especial, decepcionando todos ao fingir-se ser sincero e por não ter a coragem em assumir ser falso.

Tuesday, July 02, 2013

"O tempo, as vezes, para"

Nenhum astrofísico deste planeta, vivo ou morto, iria concordar comigo, mas consigo afirmar com todas as letras que o tempo, as vezes, para. 
Tudo bem, talvez admita que naquele relógio da cozinha ou até mesmo nos ponteiros da catedral os marcadores continuem em movimento, porém aquela noção subjetiva de tempo, inerente a cada um de nós, as vezes perde-se por algumas frações de segundo e isso nos proporciona por alguns singulares instantes a impagável sensação que o tempo efetivamente parou. 
O gatilho para essa sensação dá-se somente em determinados momentos, onde o indivíduo precisa, necessariamente, estar acompanhado de alguém especial. Além de necessitar de um par e ama-lo de maneira quase incondicional é preciso ter uma extrema afinidade, cumplicidade e sinergia com este. Assim, ao se aproximarem, estas duas pessoas acabam externando com gestos e atos, sem qualquer troca de palavra ou diálogo, o que sentem uma pela outra e, por estarem tão emanadas de vontades recíprocas, aliadas à boas vibrações, iniciam este nobre processo de parar o tempo.
Bem sei que caso conseguisse colocar estas afirmações em uma fórmula talvez ficasse rico e famoso, até porque estaria contrapondo tudo que vem sendo empregado desde as investigações empíricas do mundo natural até pelo próprio Cazuza, que sempre afirmara que o tempo não para. 
De todo modo, penso que não é isso devêssemos perquirir, considerando ser uma idéia tanto quanto ousada confrontar teses que são sustentadas com sucesso à séculos a fio.
Contudo afirmo que o efeito criado pela combinação descrita acima nos traz algo mais forte do que uma parada no tempo literal, sendo que a felicidade e a sensação de prazer resultantes dessas estáticas frações de segundos deveriam fazer parte do nosso cotidiano, pois nos rejuvenescem de um jeito sem igual, trazendo-nos muito mais benefícios do que qualquer outra coisa comprovadamente existente.

Thursday, January 05, 2012

"O arrependimento eficaz"

Até que ponto nosso arrependimento pode ser eficaz num relacionamento?
No Direito, um típico exemplo de arrependimento eficaz dá-se quando a pessoa envenena a comida de alguém e este acaba por ingerir o alimento envenenado, mas antes que o veneno produza todos os seus efeitos devastadores, o autor do ato se arrepende e dá o antídoto que salvará a vítima.
Já numa relação, ao que tudo indica, este arrependimento poderá ser eficaz na medida que a nossa decisão, tomada de maneira precipitada, seja revista a tempo, para que a essência do casal, ora parcialmente perdida, não tenha sido por completo esquecida e onde, apesar de estarem momentaneamente separados, manteve-se respeito e zelo entre as partes.
É notório que sempre teremos controvérsias sobre esse assunto, até porque muitos acreditam que um casal não pode ter em seu histórico desentendimentos deste tipo, contudo, ao passar dos dias e até por experiências próprias e de terceiros, em certos momentos, é necessário uma lacuna desta proporção para enxergarmos o que realmente queremos, o que nos faz bem e que nos deixa, de fato, felizes.
Entendo que jamais poderemos mensurar o quão precipitados somos ou, pelo menos, estávamos na hora de uma decisão como está, bem como precisar o por quê desta atitude, porém sempre nos será facultado rever nossos atos no intuito de preservar e tentar manter algo que, de certa forma, ainda existe de maneira latente e que nos é tão especial.
Por tudo e em tudo, acabo acreditando que o arrependimento eficaz realmente exista para que possamos retificar uma ação levada a cabo por impulso, podendo-se assim reconstruir determinada coisa que em nosso subconsciente não queríamos e jamais deveríamos tê-la feito. E, tratando-se de um relacionamento, este tipo de arrependimento nos serve para admitir que no fundo do nosso coração não há espaço para uma decisão como esta e, intrinsecamente, jamais residiu neste ato a intenção de por fim em algo que é tão bonito e vital para os dois, ou, pelo menos, para o indivíduo que foi precipitado em sua atitude.

Wednesday, December 14, 2011

"Sempre será uma questão de timing"

Ontem, no início da tarde, através do blog do jornalista Sergio Rubim, recebi a notícia acerca do falecimento do blogueiro Amilton Alexandre, o Mosquito, fundador do blog Tijoladas. Num primeiro momento, como todos, acredito eu, cheguei a pensar que ele fora assassinado, considerando os tantos inimigos que ele vinha colecionando desde o começo de sua empreitada, porém, se formos analisar o seu comportamento virtual nos últimos meses, fica fácil constatar que algo de ruim estava por vir.
Há três semanas, quando o Mosquito decidiu abandonar suas atividades no blog, ele postou seu próprio telefone celular no twitter, anunciando que em troca de remuneração cozinharia, de preferência frutos do mar, para um grupo de pessoas. Anotei o seu número despretensiosamente, mas com intuito de entrar em contato com ele num futuro próximo para marcamos uma peixada e escutar suas inúmeras histórias/estórias, principalmente aquelas da época do regime militar.
Inevitavelmente os dias foram passando e o nosso próprio cotidiano encarregando-se de atropelar nossas prioridades, bem como nossas vontades e por fim, diante do acontecimento de ontem, caso eu realmente ligasse para agendar a nossa tão esperada peixada, aquele telefone celular anotado semanas atrás não seria mais atendido pelo seu proprietário.
Pois bem, hoje, uma dia após a fatídica terça-feira, verifico em vários blogs e através de mensagens no twitter inúmeras manifestações que, salvo melhor juízo, são completamente extemporâneas. Apesar de considera-las sinceras, constato que os seus timings não são precisos, ou seja, esse aludido fomento à causa do Mosquito deveria ter vindo antes de sua morte, pois, agora, da forma que esta sendo emanado, nada mais é do que letra morta.
Assim, mais uma vez, aprendo que tudo na vida é realmente uma questão de timing, sendo convicto que se possuirmos a sabedoria de precisar a hora certa de cometer um ato, ou até mesmo de não fazê-lo, nunca iremos lamentar algo ocorrido e eu, talvez, ao invés de estar escrevendo este artigo, estaria narrando à vocês as derradeiras tijoladas do Mosquito.

Sunday, April 10, 2011

"Entre o acerto e o erro"

Praticamente tudo em nossas vidas é passível de avaliação. Desde a escolha mais simples até a decisão mais difícil, podemos, após algum tempo, determinar se o que fizemos foi certo ou errado.
Não há dúvida que quanto mais decisões tomamos, mais experiente ficamos e, por conta disso, em regra, aprendemos com os erros incorridos, passando assim a acertar mais do que errar.
Diante destas experiências vividas e decisões tomadas tendemos a ter uma idéia formada de muitas coisas, onde passamos a opinar e dar conselhos à terceiros baseados em acontecimentos vivenciados por nós, porém é aí que reside o perigo.
Não soa razoável pontuáramos a atitude ou a escolha de outrem no sentido de determinar se esta é errada ou certa através de analogia ao caso vivido pela a gente.
Nem sempre ao aplicarmos algo que fizemos ou presenciamos à uma realidade estranha, estaremos replicando a realidade dos fatos, ou seja, determinadas decisões podem ser acertadas, mas, de repente, em outro contexto, poderão estar erradas.
Sei que é difícil reconhecer que alguma decisão ou ato poderá estar certo, se nós mesmos já experimentamos tal decisão ou ato no passado e vimos que o respectivo comportamento não fora exitoso.
Assim, acredito que não nos cabe avaliar a maioria das escolhas/acontecimentos tomadas/vividos por terceiros, no sentido de determinar se estas/estes foram "certos" ou "errados". Podemos sim avalia-los trazendo-os à nossa realidade, transferindo a nossa leitura dos fatos para estas pessoas, no sentido de aconselhar-las dizendo: "diante das minhas experiências acredito que isto é certo ou errado".
Ademais, apesar de sabermos que é confortante ter certeza de estar fazendo algo correto, nem sempre poderemos precisar e ter ciência do que é "certo" ou "errado", considerando que certas escolhas e acontecimentos são inexoráveis, não havendo espaço para avaliações prévias ou sequer analogia com outras experiências.

Thursday, July 01, 2010

"A veracidade e o fim de uma história"

Muitos não gostam de falar sobre esse assunto, mas de quando em vez é necessário, levando em consideração o fato que todas as histórias onde temos 2 pessoas como protagonistas sempre possuem um fim. Algumas destas são verdadeiras, outras ficciosas, detêm finais felizes, outras nem tanto, contudo devemos contextualizar o enredo, para daí sim, avaliarmos a sua veracidade, e, por corolário, dar um parecer sobre o seu momento final.
Em regra, estas histórias começam com uma certa emoção, aquela explosão de sentimentos, onde tudo é novo, havendo descobertas por ambas as partes, considerando que neste momento os sentimentos afloram da pele de uma maneira sem igual, sendo inexplicáveis inúmeras sensações advindas destes encontros primitivos.
Passados os primeiros meses, não há mais aquela sensação de novidade, porém, uma vez sucumbida aquela paixão inicial, surge a sinergia entre o casal, onde, diante do tempo já vivido junto, passa-se a fazer juras de amor, a compartilhar segredos, ambições, sonhos, dentre outras coisas que necessitam de uma afinidade cristalina para serem concretizadas.
Após estes dois passos, passamos para a parte mais complexa do enredo, onde a história pode seguir em frente e através de muita vontade, anseios em comum, bem como identificação de valores, os protagonistas quedam-se juntos por grande parte de suas vidas ou, por outro lado, esta pode encerrar-se abruptamente, sem sentido algum.
É imperioso ressaltar que neste momento, onde o casal possui a faculdade de escolher sobre a continuidade ou não da sua história, ambos devem ter convicção sobre esta decisão e não só isso, os dois necessitam saber o real objetivo de estarem juntos, considerando uma gama extensa de nuances.
Sabemos que nesta altura a escolha é ardua, até porque uma decisão tomada sumariamente, ou, de repente, com intervenção terceiros, pode resultar num final não muito agradável para quem dará o derradeiro verdicto. E mais, se a escolha tomada for respaldada em retóricas vazias, onde esta não fará sentido algum se formos analisar o enredo como um todo, tal fim não obterá efeitos práticos, servindo assim, tão somente, de desculpa para encerrar uma história que, de fato, não era tão verdadeira, ou talvez, nem devesse existir.
O ponto nuclear desta questão é que para podermos dar continuidade ou um fim a uma história, após esta ter deixado para trás os dois primeiros passos citados acima, necessitamos de elementos suficientes para convalidar a nossa decisão, quer seja encere-lá ou continua-lá, trocando em miúdos, a escolha obrigatoriamente precisa ter consonância com todos os acontecimentos elencados no enredo, sob pena deste possuir nenhum nexo.
Assim, ao decidir protagonizar uma história com alguém, desde o princípio, deve-se sempre ser sincero consigo mesmo, agindo de acordo com a suas convicções, nunca deixando-se levar pela influência de outras pessoas e o mais importante, buscar incansavelmente representar o que fora pregado por você desde o início, desde os valores mais comezinhos até as atitudes mais esdrúxulas.
Caso isso não ocorra, e a história, que até então era verídica, acabe, sendo este término fundamentado numa deliberação que não se encaixe, de maneira alguma, no enredo, esse conto, nada mais é do que um livro de ficção, no qual compramos, começamos a ler e depois de folhearmos as páginas sem muito afinco, chegamos a um confuso fim, jogando este exemplar no lixo, por admitir que não havia eloquência alguma entre os capítulos, principalmente em seu final, e, por ser tão ruim, não deveria, sequer, ocupar espaço na prateleira.

Monday, May 10, 2010

"A Nova Geração das Mulheres Sem..."

De acordo com o dicionário Aurélio a palavra identidade significa: "...conjunto de características próprias de uma pessoa, um grupo etc. que possibilitam a sua identificação ou reconhecimento".
Ainda embasado no Aurélio, a palavra independência é definida como: "...estado ou caráter de quem goza de autonomia, de liberdade com relação a algo ou alguém; caráter daquele ou daquilo que não se deixa influenciar, que tem autonomia de julgamento e ação".
É uma pena, muito embora tenhamos verificado uma grande evolução social nos últimos tempos, que certas garotas e/ou mulheres não tenham lido e percebido a importância das verbetes supramencionadas em suas vidas.
Todos nós sabemos que as gerações passadas tinham como dogma a colocação do sexo feminino em posição inferior ao masculino, neste contexto verificávamos que o genitor era o responsável pelo sustento da família, ou seja, era este que estudava, se instruía para depois trabalhar, ao passo que a genitora estava fadada aos cuidados do lar, e, posteriormente, dos filhos, sempre ficando num certo ostracismo profissional e social.
Desde o renascimentismo até os dias atuais, sabemos que as garotas e/ou mulheres vêem conquistando seu espaço no mercado de trabalho, tornando-se assim uma concorrente, de igual para igual, dos homens, razão pela qual, em regra, hoje, em pleno ano de 2010, não temos mais aquela figura de submissão e um pré destino da esposa ser "dona de casa".
Apesar desta notória evolução, ainda esbarramos, de quando em vez, com garotas e/ou mulheres desta nova geração que preferem, levianamente, viver à margem de seus companheiros, quase sempre 10 à 15 anos mais velhos, recebendo uma pseudo remuneração para ficar em casa "cuidando dos filhos", esperando o pai de família, dos tempos feudais, com a residência limpa e a mesa posta para o jantar.
Sei bem que nos dias atuais, muitas destas atividades são "terceirizadas" por estas esposas à suas empregadas, babas e diaristas, contudo, o status de subalterna, ao delegar estas funções a outras pessoas, não é, nem um pouco, diminuído, ao contrário do que elas pensam.
Diante de tudo isso, é difícil acreditar que há pessoas ainda hoje acham escorreito abdicar tudo em nome do amor, ou pior, em nome do casamento e da "educação" dos seus filhos, escolhendo não se instruir, não trabalhar e não seguir uma carreira profissional sólida, e, por corolário, matar sua independência e identidade em troca de uma vida norteada, na maioria das vezes, pela submissão.
Fica claro que este atual estilo de vida levado a cabo por elas não difere, nem um pouco, da época do feudalismo, onde qualquer pessoa do sexo feminino era considerado um mero instrumento, destacando que estas subalternas, antigamente, se contentavam com uma casa aquecida, uma cama com colcha de retalhos e uma viagem de carroça ao interior da sua província, ao passo que hoje, esta geração de pseudo mulheres, que possuem entre 20 a 40 anos, se mantêm submissas em troca de "semanadas" no exterior, sua própria loja no shopping center, uma assinatura da revista Caras, bolsas e óculos "de marca" e carros de luxo, tudo, obviamente, patrocinado pelo marido, que só obtém "vantagens" e é o maior interessado na perpetuação da falta de identidade e independência de sua companheira.

Thursday, April 08, 2010

"Cidade Maravilhosa"

Um presidente ignorante. Um governador ignorante. Um prefeito ignorante. Povo Ignorante. Rede Globo. Equação perfeita para uma tragédia.
O Rio de Janeiro há algum tempo estava fadado a uma catástrofe deste naipe.
Qualquer cidadão, em tese, consegue perceber que a "Cidade Maravilhosa" encontra-se em estado de ebulição em todos os sentidos.
É notório que a violência no Rio está sem controle, bem como a ocupação urbana.
Verificamos diariamente, casos de latrocínio, guerra entre cartéis do tráfico, helicóptero da polícia atingido, contudo, este problema só entra em discussão quando algum "famoso" é alvejado por uma bala. Noutra esfera, vivenciamos, dia a dia, a construção de novas comunidades, novos barracos, o aumento da densidade demográfica nestes grandes centros, porém este problema só entra em voga quando temos a ajuda do tempo, ou seja, a chuva.
Todo mundo sabia, desde Lula até o Sergio Cabral e Jorge Roberto Silveira, que aqueles casebres, construídos sem nenhum respaldo dos órgãos fiscalizadores, alguns até em cima de um "lixão", corriam risco de desabar a qualquer momento, mas percebe-se que estes "agentes públicos" estavam mais preocupados com o processo eletivo das Olimpíadas e da Copa do Mundo.
Quando eleita para sediar os dois eventos, feriado municipal fora decretado e a "cariocada" toda foi à rua comemorar.
Comemorar o que?
Por influência da Rede Globo, com seu sensacionalismo barato, o povo brasileiro, em especial o carioca, tem o hábito de achar que esta "tudo bem", que não temos problema algum a ser resolvido, em outras palavras abra-se a cerveja, coloca-se a sunga, vai-se a praia. Que venha as Olimpíadas e a Copa do Mundo "mermão"!!!
Ledo engano, enquanto os familiares contam os números de mortos, que já chegam a 175, estes "agentes públicos" contam os números das verbas que serão "aplicadas" nestes dois espetáculos esportivos. Lembrando que agora, com ajuda da chuva, eles também passaram a contar os números das verbas que serão "aplicadas" na reconstrução da cidade.
Povo burro.
Que venha as Olimpíadas e a Copa do Mundo, até porque estamos preparadíssimos para estes dois eventos, principalmente os cariocas...

Friday, February 20, 2009

"O britânico e a brasileira idiotas"

Enquanto temos um britânico estúpido engravidando uma putinha na Inglaterra, temos uma brasileira sendo supostamente violentada por neonazistas no metrô da cidade de Dubendorf na Suíça.
Apesar de termos dois casos que, no primeiro momento, nos parecem distintos, deparamos com as mesmas idiotices de sempre. De um lado, uma criança mal educada, que não possui nenhum tipo de instrução, engravidando uma "Rita Cadilac adolescente" da Inglaterra. Noutro lado, temos uma brasileira, "advogada", que se achava "inteligente" até então, sendo atacada e "navalhada" por supostos skin heads.
Constatamos que é inconcebível uma "criança" de 13 anos de idade juntamente com outra "criança" de 15 anos conceber outra "criança", ressaltando que ambas são naturais de um dos países mais instruídos do mundo. Nesta esteira, também percebemos que é praticamente impossível, uma brasileira, empregada de uma empresa multinacional, ser atacada no metrô, na hora do rush, num país considerado super civilizado e possuidor de um dos melhores índices de qualidade de vida.
A mídia deita e rola com as novidades, tanto na Europa quanto no Brasil os jornais impressos e as redes de televisão destrincham os fatos até o limite, auferindo valores astronômicos com besteiras de terceiros. Ambos os casos tiveram tanta repercussão que até os líderes supremos das duas nações externaram suas opniões. No caso tupiniquim, o inteligentíssimo presidente Lula teceu seu comentário afirmando que o caso tratava-se de racismo. Já no caso do garoto inglês, o primeiro ministro Gordon Brown frisou que não há possibilidade de existir alguém no mundo que contemple a formação de uma família quando esta é composta por um pai de 13 anos e uma mãe de 15.
Ambos os casos chocam e nos entristecem ao mesmo tempo. Tanto o britânico quanto a brasileira não tinham percepção do tamanho do problema que estavam arrumando para o seus pais/família. É claro que apesar de similar, as pessoas envolvidas nesta triste comédia possuem realidades diferentes, enquanto a família da brasileira detém alguma posse, os pais do britânico passam por dificuldades financeiras e já afirmaram que irão enfrentar problemas para sustentar o mais novo membro da prole.
Nesta comédia/drama da vida real, o mais novo casal inglês terá uma bela jornada pela frente, tendo que criar e educar uma criança num período de recessão. Já a nossa mais nova delinqüente internacional, enfrentará um processo crime na Suíça, tendo que torcer para que seu advogado consiga livrar-la de uma eventual condenação.
Esperemos então, assistindo de camarote, o grand finale destas duas histórias tão diferentes e tão iguais, onde os protagonistas são literalmente dois idiotas.

Thursday, February 19, 2009

"As putas do século XXI"

O dicionário Aurélio define a palavra puta como: “...prostituta, qualquer mulher lúbrica que se entregue à libertinagem”, já Michaelis: “...meretriz; mulher devassa”.

A profissão de prostituta – se é que possamos nomeá-la assim – está em voga no momento. Apesar de no Egito antigo e depois na Grécia e em Roma tal atividade ser considerada uma espécie de ritual, hoje é tratada como um labor por muitas meninas, onde estas, auferem renda para pagar os estudos, comprar seus pertences e obter uma vida melhor.

Noutra banda, constata-se que este é um grande negócio aos empresários do ramo, onde estes cobram por um programa R$500,00 e repassam em média 10% deste valor a garota.

Apesar de ser um business de grande desenvoltura, as prostitutas de “carteirinha” vem sofrendo grande discriminação, tendo em vista a disseminação da AIDS, como todos sabem, doença sexualmente transmissível e altamente contagiosa quando há troca de fluidos.

Diante deste cenário, nos deparamos com as putas do século XXI, onde os clientes inveterados dos bordeis encontraram um novo “nicho de mercadoria”, garotas de classe média, ou classe média alta, entre 18 e 25 anos, que vendem a sua boca, e por corolário o seu corpo, em troca de mordomias proporcionadas por seus eventuais parceiros.

Ainda nesse sentido, é importante diferenciar que, num relacionamento de qualquer naipe – uma noite de aventura ou até um namoro – o grande diferencial é o sentimento, ou seja, quando nos deparamos numa relação onde interesse material é predominante, estamos diante de uma puta e seu cliente. A título ilustrativo podemos imaginar a seguinte situação, onde o indivíduo está no bordel, faz o programa com a garota, e, após o pagamento da quantia pré determinada, ela externa o prazer que sentiu na hora do sexo e ressalta que achou seu cliente muito atraente. "Você acreditaria que por conta disso ela deixou de ser garota de programa?"

De qualquer modo, estas meninas acreditam que estão se relacionando com estes abastados de forma legitima. Leve engano, o que difere elas das funcionárias do Sr. Oscar Marone é tão somente a origem. É sabido que as putas de bordel são garotas de pouca posse e de baixíssimo nível cultural, ao passo que, as putas de século XXI, em regra, são de famílias estabilizadas e detentoras de um diploma de nível superior.

A concorrência entre estas "patricinhas" e as putas de bordel é desleal. Enquanto as primeiras possuem condições de deslocar-se com facilidade, freqüentar rodas socais elevadas e comumente ir a lugares badalados – bares e boates de luxo – as segundas necessitam aguardar o seu cliente em loco, ou seja, se uma dessas “garotas de família” abordar o “abastado” primeiro, este, não precisará ir ao bordel.

Neste contexto podemos verificar uma grande hipocrisia, uma vez que toda a população critica veementemente as casas de prostituição e por conseqüência as própria putas, porém, os familiares destas garotas “instruídas”, dificilmente repreendem suas filhas por tal atitude, enaltecendo, de quando em vez, este tipo de comportamento.

Enquanto isso críticos enxovalham o Sr. Oscar Marone e seu segmento comercial ao passo que, as putas do século XXI trocam sua integridade por uma taça de champanhe, uma foto na revista Caras, uma festa vip ou um passeio de iate, aniquilando os valores sociais e familiares, acreditando que alcançaram o ápice de sua carreira (de garota de programa).


Thursday, November 27, 2008

"Um país de tendências"

Pobre Brasil, um país “afogado” na sua própria desgraça. Em nossa nação, somos guiados por uma rede de televisão que escolhe o que será notícia e o que tornar-se público ou não. 
O povo ignorante e inoperante não se dá o luxo de abrir um jornal ou até um livro, legitimando ainda mais o poder esmagador da “concessionária de serviço público”.
Na grande maioria, não temos conhecimentos das leis, dos bons costumes e do que é ético ou não. Até mesmo por falta de conhecimento, de quando em vez, não conseguimos discernir o certo do errado.
Nesta semana temos enchentes em Santa Catarina, na passada tínhamos Eloá e Lindeberg, o príncipe do gueto, fazendo um show juntamente com a polícia de São Paulo em Diadema, na próxima semana, já estaremos em dezembro, natal, ano novo e nosso saudoso carnaval estarão batendo na porta. Mais uma vez, esqueceremos o passado, lembrado tão somente uma vez por ano, na retrospectiva da Rede Globo, programa de baixíssima audiência, diga-se de passagem.
Enquanto centenas morrem no Sul do país, assistimos de queixo caído a prisão dos três jovens de Guarulhos, que, como num passe de mágica, voltaram para o banco dos réus e foram condenados recentemente. 
Noutra banda, não tão longe assim, vimos o promotor “playboy” Thales Schoedl, com o seu gel no cabelo e arrogância estampada no rosto, ser absolvido por unanimidade pelos “doutos” desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Já no capital do Brasil, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Paulo Medina e sua trupe, por conta de decisão “folgada” do Supremo Tribunal Federal, irão responder pelos crimes de prevaricação e corrupção passiva, relacionados a venda de sentença à máfia dos caça níqueis carioca.
As águas sobem em Santa Catarina, centenas morreram, no Rio, os preparativos para o carnaval já iniciaram, em Brasília, os trabalhos que não foram muitos este ano, estão prestes a parar, e, na floresta Amazônica, o desmatamento continua. Carnaval está chegando, quem será a estrela do trio elétrico na Bahia? Ivete Sangalo ou Claudia Leite?
Sorte do promotor Thales e azar dos rapazes de Guarulhos que nesta semana choveu muito em Santa Catarina.

Friday, September 05, 2008

"A cega ignorância"

Aposto que você não lembra o que fez no dia 16 de agosto de 2006. É, realmente concordo que de quando em vez é difícil recordar o que fizemos ontem, imagine 2 anos atrás. 
Eu pessoalmente não me recordo exatamente o que fiz neste dia, porém, graças aos veículos de comunicação podemos refrescar nossa memória e constatar que no dia supramencionado, 3 jovens da raça negra foram presos em Guarulhos, SP sob a acusação de terem violentado sexualmente e assassinado a também jovem Vanessa Batista de Freitas de 22 de idade. 
Desde então, estes 3 cidadãos - réus confesso - quando tinham oportunidade de externar seus sentimentos, afirmavam que a confissão do aludido crime tinha sido feita através de tortura. 
De acordo com a alegação dos próprios rapazes, dentre outros métodos usados pela respeitosa polícia de São Paulo para conseguir a confissão estão: sacos plásticos, gás de pimenta, choques elétricos, socos, tapas e pontapés em uma região despovoada de Guarulhos e no 1º Distrito Policial da cidade.
Mesmo não recordando, volto ao dia 16 de agosto de 2006, uma quarta-feira cinzenta de inverno, quando praticamente todos nós, às 20:00hs, assistíamos Willan Bonner anunciar que o horrendo crime de Guarulhos teria sido solucionado prontamente pela policia de São Paulo. Tanto eu, quanto você - por ilação lógica - não suspeitávamos que estes 3 garotos estavam na eminência de sofrer um dano irreparável.
Transcorridos 2 anos e alguns dias, para surpresa de todos, o “verdadeiro"  assassino foi preso. Aquela notícia, que a época nos pareceu “obvia”, transformou-se em mais um grande escândalo atribuído à desastrosa policia paulistana. O cenário deste drama começou a mudar quando Leandro Basílio Rodrigues de 19 anos, chamado pela polícia de "maníaco de Guarulhos", confessou com detalhes ao delegado que havia matado Vanessa em um matagal na periferia de Guarulhos.
O cerne deste problema reside nestas duas questões: por que nunca passou por nossas cabeças que aqueles 3 jovens de raça negra poderiam ser inocentes? Quando iremos saber se a confissão deste outro jovem, Leandro, foi feita espontaneamente? 
Com certeza essas dúvidas nunca serão resolvidas e enquanto isso continuaremos a assistir o noticiário da Globo, sendo influenciados por matérias tendenciosas, ao passo que nós mesmos não nos conhecemos intrinsecamente, deixando-nos levar por comportamentos racistas e preconceituosos enraizados em nossas mentes.
Nesta perspectiva, os 3 jovens não foram tão somente vitimas da polícia, e sim de todos nós - leia-se sociedade - , que somos incapazes de ver um noticiário como o de agosto de 2006 e quedar-nos imparciais.

Monday, July 07, 2008

"Amanhã"

O dicionário Houaiss define a palavra supramencionada como “no dia seguinte ao presente”, ou melhor, “a época vindoura, futura”.
Tenho convicção que esta é a palavra preferida do povo brasileiro, e consequentemente a mais usada.
Sempre temos um “amanhã” na ponta da língua, seja para nos desculparmos de algo não feito, ou até mesmo justificar algo que de fato foi feito, porém, de forma desastrosa.
Domingo, após de a polícia fluminense metralhar uma família dentro do seu próprio carro em uma rua de grande circulação do Rio de Janeiro, – um dos membros desta família era João Roberto Amaral, de três anos de idade, que faleceu no hospital por conta do ferimento à bala na cabeça – o Secretário de Segurança Pública do Estado declarou que amanhã (segunda-feira) será instituída a Universidade da Polícia, estabelecimento de ensino criado para formar policiais profícuos.
O Rio e o próprio Brasil são lugares de “amanhã”. É claro que nos conforta, como um abraço, a idéia que a cidade maravilhosa possuirá uma polícia bem formada para zelar pela segurança dos cidadãos, todavia resta evidente que isto é pura farsa (E os policiais já formados terão que passar por reciclagem? E o consumo de drogas? E a corrupção dentro do alto escalão da Polícia? E os salários dos policiais que atualmente são facilmente corrompidos?).
Até onde eu sei, o ciclo vicioso que encontra-se a nossa sociedade não pode ser extirpado por uma simples “Universidade da Polícia” mais sim por onda de educação em todos os níveis da população, até porque do que adianta instruir a polícia com um ensino de excelência, enquanto a própria população não tem condições de estudo.
Partindo da premissa que nosso país é em grande parte habitado por policiais, políticos, empresários, funcionários públicos corruptos e mau preparados, observa-se que nesta tragédia ocorrida no Rio não houve causalidade alguma.
Neste contexto, é possível verificar que, uma vez voltados para o “amanhã” perdemos completamente a noção do presente, trocando em miúdos, esta família não deveria se apavorar ou até mesmo se revoltar por ter o filho baleado pelos próprios policiais em uma perseguição aos assaltantes, ou eles não tinham conhecimento que vivem no Estado que possui a segunda polícia mais violenta do mundo. Até penso que se o pai viesse publicamente e declarasse que não está chocado e já esperava por tudo isso, tal reação seria mais revoltante para todos.
Assim, nós mesmos brasileiros, não podemos ficar surpresos com a “Lei Seca” instituída a pouco pelo Congresso, ao passo que nossos legisladores em regra são ignorantes, senão corruptos, onde legislam de acordo com seus próprios interesses e de suas bancadas (assunto este que será abordado em uma próxima oportunidade).
Desta forma, constata-se, mais uma vez, que temos em nossas mãos o poder de mudança, sendo que este poderá ser aplicado hoje ou amanhã.
Dentre estas alternativas, quedo-me com a primeira, porque caso ocorra o erro hoje, poderei corrigir a eventual falha amanhã...

Thursday, April 03, 2008

"Isabela da Silva, você conhece?"

Ora, ora, ora, 100.000 (cem mil) mensagens no Orkut da mãe de Isabela Nardoni. Pessoas que sequer conhecem a mãe e muito menos a menina morta, lhe desejam força, compartilham o seu sofrimento entre outros recados.
O caso da menina de São Paulo com certeza destacou-se dos demais, tendo em vista que seu Pai e a sua esposa estão sendo apontados como os autores do suposto crime. Prato cheio para rede Globo e suas concorrentes, links ao vivo, plantões em frente à delegacia e muitos outros recursos que são aplicados somente em casos extraordinários.
Enquanto isso, no outro lado da ponte área, fazem 3 dias que Isabela da Silva morreu vítima da dengue. Ela no colo do seu pai esperaram 48 horas pelo resultado do exame e quando o mesmo ficou pronto a menina já tinha entrado em óbito. Neste caso, muito mais grave a meu ver, os supostos autores são a União o Estado e Município, bem como a sociedade e mesmo assim, nada de links ao vivo e recursos televisivos de primeiro mundo.
Muito embora não constatemos nenhuma diferença entre as duas garotas, conseguimos perceber a importância que foi dada ao caso de São Paulo ao caso do Rio de Janeiro. Nesta senda, verifica-se que o “povão” brasileiro sequer deixou 1 recado no Orkut da mãe da Isabela da Silva ou até mesmo em sua escola, onde a aula continou normalmente.
Assim, o nosso presidente, pessoa de enorme conhecimento, declara que estamos passando pela melhor fase da história recente de nosso país, ao passo que pessoas morrem na fila aguardando atendimento para tratar uma patologia primitiva de fácil erradicação.
Isto me força acreditar que os governantes acham que o sinônimo de “fase boa em nosso país” é o povo estar comprando televisões de plasma em 24x nas Casas Bahia e viajando pra Miami por conta da valorização do Real.
A apuração continua, enquanto o povo brasileiro acompanha a policia paulistana na luta contra o tempo para achar os autores deste crime tão cruel, o carioca enterra em média duas crianças por dia.
É claro que no Rio de Janeiro, ninguém foi jogado pela janela, mais sim nas ruas.

Saturday, December 15, 2007

"A novela das 8:00 em Brasília"

Com extinção da CPMF em Brasília chegamos ao fim de mais um drama da mesma forma que anualmente as podres novelas da Rede Globo terminam. Traçando um paralelo com as historinhas escritas por Manoel Carlos e sua trupe e o roteiro seguido por nossos representantes na capital do Brasil conseguimos infelizmente constatar inúmeros pontos em comum.
A semelhança é inegavel quando verificamos os ridiculos papéis interpretados por seus protagonistas, a falta de instrução e ignorância da grande parte dos “telespectadores” bem como a felicidade de uns no final da trama e por outro lado a infelicidade de outros que sempre restam como fracassados.
Até ai, conseguimos nos entreter com tal semelhança, todavia o ponto nodal da questão é que na trama financiada pela família Marinho, independente do fim, eles, os financiadores sempre irão lucar com a desgraça fictícia, já o roteiro que se passa em Brasília, é financiado por nós, uma vez que o final desta brincandeira não é ficçao e o resultado deste gran finale recai exclusivamente sobre a nossa sociedade nos influenciando diretamente.
Como contribuinte e financiador deste thriller, consigo perceber que o nossos representantes estão atrás de seus próprios interesses, deixando de lado a coletividade e os princípios que deviam nortear as ações destes agentes políticos.
É triste constatar que, mesmo com a prorrogação desta contribuição que de fato resultaria em R$ 40.000.000,00 a mais no caixa da União, nós ainda não teríamos um sistema de saúde de qualidade, um ensino nas escolas de excêlencia, um futuro descente para o jovens entre outras garantias constituicionais que o Estado não nos garante.
Cotidianamente assistimos essa novela inúmeras vezes, lembrando que os protagonistas estão atuando as nossas custas, tratando de nossos interesses primordiais sem nenhum afinco, e estes limitam-se a vistir o seus custumes italianos e sua gravatas francesas tão somente para que estejam impecáveis para o dia-dia em seu difícil labor, atividade esta, que se confunde entre a representação do povo e nossos interesses em face do Estado com a atuação em um teatro de segunda, aonde sempre sobra tempo para brincadeirias, conversas informais entre outros comportamentos que nos envergonham com cidadãos brasileiros.
Enquanto esperamos a estréia da próxima “novela” em Brasilia, iremos nos deliciar com um final de ano ótimo, com resultados positivos em todos os sentidos praticamente iguais a da nossa grande concorrente no quisito telenovela, a Rede Globo.

Friday, August 24, 2007

“A bala que matou 200 pessoas”

O fuzil está apontado em direção de São Paulo. Sempre esteve nesta direção, porém, nos ultimos anos a bala errava o seu alvo, talvez porque o atirador não estava em uma boa época, ou talvez porque “Deus” nestes últimos anos rondava frequentemente as imediaçòes do aeroporto de Congonhas. Infelizmente neste último mês, a bala encontrou seu alvo, acertando duzentas pessoas inocentes em cheio, desta vez a açao foi tão bem planejada que os alvos foram alvejados na têmpora, sem qualquer chance de sobrevicência.
No primeiro momento muitos se chocaram, porém, logo depois se acostumaram com a dor e com a perda. Muitos fizeram desse acontencimento um estopim para protestar, ir contra a forma na qual vem sendo feita a administração pública. Criaram ONGS e prol de crianças carentes, prometeram fazer doações com o suposto dinheiro recebido em indenizações e seguros. É comico que muitos familiares fazem questão de publicar na midia tais ações, quiçá eles façam isto para que todo mundo compartilhe a dor e ao mesmo tempo tenham orgulho de tais atos . É simplesmente patético!
Na outra esfera desta tragédia, o pifio governo toma medidas drásticas, exonera “companheiros” que ocupavam cargos de confiança, fecham aeroportos, fazem declaraçoes em rede nacional e entre uma medida e outra até sobra tempo para “gracinhas” em nomeações de novos ministros e outros cargos comissionados.
Muitos sábios brasileiros nos alertaram sobre o perigo desse fúzil, toda via, continuamos inertes, e esse temido fúzil, vem matando inúmeros cidadões a algum tempo. Ele, o temido fúzil, sempre esteve apontado para as rodovias brasileiras, para a ruas do Rio de Janeiro, para as favelas no Nordeste, para as esquinas de nossas grandes cidades, para os hospitais públicos, para os terminais urbanos e entre outros locais que possamos imaginar, a sua mira está presente. O nosso grande problema é que nós somos burros, ignorantes e muitas vezes sem nenhum tipo de instruçao e a soma desses adjetivos nos torna cego com relaçao a esse perigo e tão somente quando essa bala perdida atinge algum de nós, ou algum ente querido é que essa cegueira repentina passa e presenciamos de perto a realidade nua e crua de nossa nação.
O fuzil está lá e sempre estará, e nossos governantes sempre estarão com o dedo na gatilho prontos para disparar a qualquer momento e cabe a nós cidadãos brasileiros tira-los de lá de qualquer forma, até porque fomos nós quem os colocamos em tal posição, sendo assim, eu, você e qualquer outro cidadão temos uma parcela de culpa nestes tiros de fúzil e é válido ressaltar que quanto mais omisso o cidadão é, mais sangue nas mãos ele terá.
Enquanto a podre burguesia brasileira luta por um nível mais elevado de segurança nos aerportos brasileiros, o congresso aprecia a veracidade dos documentos apresentados pelo presidente da referida casa, já o líder mor da república preocupa-se em dar discursos em que o conteúdo principal é colocar a classe menos favorecida contra os “ricos” de nosso país e os favelados do Rio de Janeiro continuam a receber tiros de fúzil diariamente, tiros estes desferidos exatamente da mesma arma e calibre que atingiu o aeroporto de Congonhas em São Paulo.

Wednesday, June 27, 2007

"A última camisinha"

O caso em tela é o seguinte: Você e uma mulher, de preferência uma jornalista, dotada de um belo corpo, um rosto lindo, em uma sala, ou melhor, em seu gabinete, detalhe esse que torna a situação mais sexy ainda. Você checa a sua gaveta e nada, nenhum preservativo. E ai? Vai rolar ou não? Vale a pena o risco? E o risco das doenças venéreas? E o risco de gravidez?
Parece que tudo isso é irrelevante hoje em dia, ao menos é isso que demonstra o nosso líder do congresso.
A putaria está liberada, pouco importa, com ou sem preservativo, estamos dispostos a tudo, a assumir qualquer risco, do norte ao sul do país, vereadores, deputados, prefeitos, governadores, ministros, estamos dispostos a tudo em nome do prazer, uns caçam com sede o prazer do sexo, o prazer carnal de transar com uma puta, outros preferem jornalistas, outros preferem o prazer do dinheiro, do saldo bancário, das cherokees na garagem, ou da cocaína, das drogas, o que muito de nós não percebemos é que tudo isto está interligado, a violência no Rio de Janeiro, com a transada extraconjugal de Renan.
Não existe mais respeito, o apreço pela satisfação da população se perdeu, os princípios foram por água abaixo a tempo, a corrupção está no congresso, como a aids está em um prostíbulo de quinta no subúrbio de São Paulo, e todos nós não estamos usando a camisinha, não estamos nos precavendo desses riscos, continuamos conivente com toda essa bandalheira, como se tivéssemos fazendo sexo sem proteção, arriscando tudo por nada.
Continuaremos fadados a miséria, continuaremos contaminados por esse vírus que não tem cura, há única arma é a prevenção, a camisinha, a consciência moral que falta em muitos dos cidadãos brasileiros.
De fato é uma lastima assistir o nosso país em tal situação, muito embora eu tenha a certeza que a situação da Suíça é muito pior, acredito que o Brasil tem cura, com a prevenção, toda via, agora já é tarde, esperaremos a próxima geração, porque a nossa está no estagio terminal.
Por hora, devemos fazer igual a nossa amiga no caso supracitado, relaxar e gozar, torcer que desta gozada venha um filho, para que logo depois seja possivel pleitear de algum lobista uma “pensão alimentícia”.

Tuesday, June 12, 2007

“1 contra 1 milhão”

Hoje enfrentei mais uma batalha. Dia 12 de junho, o famoso “dia dos namorados”, mais uma data imposta pela sociedade de forma caluniosa, para aqueles que tenham um certo poder aquisitivo, possam oferecer ao seu parceiro algum tipo de presente.
Quedo-me perplexo com a ingenuidade da população em seguir tais costumes.
Por que presentear alguém no dia de hoje? Alguém é capaz de me convencer que hoje é um dia especial, ou que nesta data houve algum acontecimento relevante que nos levasse a acreditar que tal dia seria de certa forma importante? Você realmente precisa de uma data especial no calendário para presentear e levar a pessoa que você ama para jantar?
Pura leviandade. Mais uma vez, o comércio nos coloca em uma situaçåo ímpar, numa famosa "sinuca de bico", na qual todos são obrigados a presentear uns aos outros. E, caso nao faça, você será cobrado por alguêm.
Aparatosamente creio que seja muito mais legítimo presentear alguém com uma rosa mensalmente a dar um buquê com uma dúzia de rosa no dia de hoje.
É flagrante que nesta batalha estou sozinho, porém, não irei desistir tão cedo, posso até relevar certas atitudes ou até mesmo agir de forma contrária as minhas convicções, todavia, quero deixar claro que intrinsecamente a minha opinião é contrária a tudo isso.
Neste exato momento, muitos casais estão em restaurantes sofisticados, tomando vinho importado, sem ao menos dizer “eu te amo” durante todo o jantar. Muitos depois dessa suposta janta comemorativa seguirão para o motel, ou até mesmo para sua própria residência, dormirão juntos e sequer falarão uma frase de afago para o seu parceiro.
Em suma, fico desfalecido com tal situação, na qual somos de certa forma obrigados a convalescer com certo costume, sob pena de sermos insensatos, caindo assim no conceito de nosso parceiro.
Ovacionaremos o comércio, o capitalismo, os materialistas, os bem afortunados, que literalmente usufruem deste dia como um forte aliado em suas “sinceras e recíprocas relações”. (Dior,
Luis Vuitton, Channel, Dolce&Gabbana, etc...)

Monday, May 07, 2007

"Entre Grades e Cherokees"

Muitos não sabem o significado da palavra Cherokee, porém, mesmo não sabendo, tal automóvel denominado pelo referido nome é objeto de consumo de vários cidadãos brasileiros.
Os Cherokees são um povo ameríndio da América do Norte, tribo da nação iroquesa que, até o século XVI, habitavam o atual território do leste dos Estados Unidos, até serem expulsos para o Planalto de Ozark. Ora tal definição não teria muita importância para muitos, entretanto, seria interessante se fossemos relacionar o nome do automóvel aos seus proprietários, e com veemência poderíamos afirmar que a tribo indígena supracitada não ficaria feliz em saber o que os homens brancos estão sendo capazes de fazer para dirigir o carro que leva o nome de seu legado.
Lamentavelmente creio que a ignorância é a responsável pela grande parte dos absurdos que acontecem em nosso país, ao passo que a palavra ignorância não pode ser interpretada de forma estrita, até porque vocês afirmariam que um ministro do STJ não pode ser ignorante para ocupar tal cargo. Concordo plenamente, porém, a ignorância na qual eu me refiro, é aquela que está ligada diretamente ao caráter, ao bom senso, ou melhor, ao senso de fazer as coisas certas visionando que os seus próprios atos tomados de forma sensata irão refletir em um futuro melhor para todos nós.
Para que possamos ter noção da ignorância de certas pessoas, irei citar o ocorrido em Florianópolis, mais precisamente na quinta-feira, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Moeda Verde, prendendo inúmeros funcionários públicos e empresários envolvidos em um esquema de venda e compra de licenças ambientais. Além de muito dinheiro entre outras moedas de troca usadas pelos larápios, os automóveis importados também eram usados como forma de pagamento, e entre eles havia uma Cherokee, caminhonete luxuosa que tem o seu valor estimado em R$200.000,00
Pessoalmente quedo-me incrédulo que esses idiotas preferem passar um final de semana lindo de sol na carceragem da Policia Federal e ter o “prazer” de dirigir um carro importado, a dirigir um carro um pouco mais simples e ter a certeza que sua liberdade nunca será cerceada.
Esta ignorância e ganância de certos indivíduos é de certo modo difícil de compreender, citando ainda o ocorrido em Florianópolis, os empresários e funcionários públicos negociavam licenças ambientais, para que os mesmos pudessem construir empreendimentos em áreas de preservação permanente, todavia, o grande paradoxo é que as referidas construções estão/serão sediadas na própria cidade aonde eles vivem bem como seus familiares e provavelmente aonde seus netos irão viver.
Sendo assim a quadrilha e seus comparsas estariam enxovalhando seu próprio habitat, seu próprio meu ambiente, em troca de uma Cherokee em sua garagem.
Cabe ressaltar que a vida útil de um automóvel como esse é de 10 a 15 anos, porém, a vegetação nativa uma vez desmatada nunca tornará a crescer, e caso renasça, a mesma conterá pouquíssimo valor ecológico.
Em suma a nossa sociedade continua a mercê de pessoas ignorantes e gananciosas que continuarão a fazer qualquer coisa, a qualquer preço, para ter uma linda e bela Cherokee em sua garagem.

Wednesday, March 28, 2007

"Geração perdida..."

No ultimo sábado, no período da noite, eu e meu irmão dirigíamos rumo a mais um casamento de um amigo. Pessoalmente, no caminho, já imaginava o que me esperava naquele evento. Mesas e cadeiras espalhadas pelo salão, aquele famoso bufê com todos os tipos de antepasto, bebidas etc.
Ao chegarmos, obviamente toda aquela imagem na qual se encontrava abstratamente na minha cabeça tornou-se realidade, estava tudo exatamente como eu tinha pensado.
Após todos nós termos terminado o jantar, a música começou a rolar, primeiramente tocou Frank Sinatra e depois para completar o DJ colocou nada mais, nada menos do que o grande sucesso footloose. É exatamente esta música que todos nós conhecemos, trilha sonora do grande sucesso estrelado por Kevin Bacon no ano de 1984.
Sinceramente a minha vontade foi de pegar a caixa de som e jogar no lixo, porém relevei.
Entretanto o principal ponto é: Como nós, jovens na faixa etária entre 20 a 30 anos nos submetemos a esse tipo de comportamento?
A parte mais complexa deste assunto é achar o timing certo para concluirmos que o “tradicional” ficou velho e o “novo” se transformou em “tradicional” .
Obviamente não estou pregando que não devêssemos preservar antigos costumes, deixar de ler livros de autores do século XVI como Shakespeare ou desprezar a música clássica como a de Beethoven.
Apenas acho que deveríamos tomar certas decisões de acordo com que nós pensamos ser certo e não pensar que de alguma forma por estarmos sendo inovadores seremos recriminados. Até porque se todos nós começarmos a pensar desta forma, não seremos mais taxados como inovadores e sim como tradicionais.
Caso contrário continuaremos escutando footloose em nossos casamentos, nos incluindo neste tradicionalismo barato que muita das vezes traz a interrupção da evolução do ser humano como um todo, deixando assim para nossos filhos ou netos colocarem talvez em seus casamentos alguma música e aplicaram costumes que realmente expressem a sua realidade e a sua época.

Monday, March 05, 2007

"Chamem o Fidel!"

Nosso País continua marchando rumo a desordem total. Violência explícita nas ruas, corrupção em todos os níveis da sociedade, políticos sem qualquer tipo de compromisso para com o país, jovens ingressando na vida do crime entre outros fatos que assistimos diariamente na televisão nos demonstra o quanto estamos acomodados com tal situação.
Porém, não podemos esquecer que o nosso povo é conhecido como acomodado, ou seja, nós sempre fomos acostumados “a deixar para depois” praticamente todos os assuntos, por que deveríamos logo neste ser tão eficaz?
Segundo nossa Ministra Ellen Grace não devemos alterar a lei levados pela comoção popular, porém, estamos comovidos popularmente a muito tempo, é claro que quando não se vive a realidade das ruas, não podemos tecer opiniões sobre o referido assunto, ou seja, quando se vive em apartamento de luxo, com alguns seguranças, freqüentando somente lugares bem freqüentados é praticamente impossível saber a realidade de fato. Já os pais de João Helio saberiam explicitar melhor a atual realidade de nosso país, e de fato fizeram no fantástico, mais você não deve mais se lembrar, até porque logo em seguida tivemos carnaval entre outras “putarias” que estamos acostumados a comemorar.
A grande decepção é saber que estamos regredindo em todos os sentidos, e a forma na qual nosso país encontra-se é deplorável.
Todos nós sabemos que o regime democrático de direito é a forma de governo mais eficaz quando aplicada de forma correta, em outras palavras o referido regime significa uma sociedade que vive sob um regime de leis que regem para um bem social, porém, não é isso que estamos vivenciando atualmente.
Estou começando a acreditar que talvez deveriamos pregar algum tipo de socialismo por um determinado tempo, buscando acesso de todos a saúde, educação e sanções mais eficazes aos crimes e de certa forma começar a considerar Cuba em alguns pontos como um paradigma.
Sabendo que um blog como esse não teria espaço em tal regime, venho pensando seriamente que talvez seja válido abdicar certas liberdades em troca de outras.

Monday, January 08, 2007

"Parabéns Maconheiros e Cheiradores de cocaína!"

Realmente é uma tristeza o que presenciamos no Rio de Janeiro, os usuários de drogas acabaram matando mais de uma dezena de pessoas de forma bárbara.
Como estamos acostumados em ver, a mídia mais uma vez responsabiliza exclusivamente o Estado por todo esse caos. Doce engano, os responsáveis por essa matança são os membros de nossa sociedade drogada, é aquele surfista maconheiro, aquele filho de papai consumidor de ecstasy ou aquela socialite usuária de cocaína que financiam todo esse enorme aparato, eles sim são os principais responsáveis, os vagabundos que executaram todos essas pessoas são meros marginais sem formação, sem discernimento entre o certo e errado.
Não irei ser ingênuo em dizer que o Estado não tem sua parcela de culpa, obviamente é dever do Estado gerar emprego, dar educação e fornecer condições dignas para que seus cidadãos possam viver, porém, não é possível fazer nada sem dinheiro, ou seja, esses ataques foram financiados de alguma forma e todos nós sabemos que não foram custeados por recursos provenientes de trabalho lícito.
O que todos nós deveríamos fazer para iniciar uma revolução contra esse caos, é pegar o Aurélio e ler o significado da palavra “Sociedade”, saber que a maioria de nossos atos tem reflexo em outras pessoas e nos conscientizar que se não fizermos nada de imediato o nosso país estará fadado à pobreza, miséria e a violência.
Se o usuário de maconha e viciado em cocaína achar que seu divertimento, a sua “viagem” são mais importantes que vida de pessoas inocentes, teremos que nos acostumar em viver com a idéia que a droga além de destruir a vida desses pobres coitados acabou destruindo nosso próprio país.

Sunday, January 07, 2007

"Feliz Natal?"

Teríamos motivos para comemorar mais um natal? Ou melhor, por que comemoramos está data tão celebrada por todos?
Conforme os ensinamentos passados a minha pessoa por certa Irmã na qual me dava aulas durante a famosa catequese, o Natal seria a celebração do nascimento do menino Jesus, menino esse que se tornou famoso em todos os quatros cantos do mundo por seus ensinamentos e milagres.
O interessante sobre esse assunto é que primeiramente eu não tive a faculdade de escolher se queria fazer essa tal catequese ou não, escolha está que é imposta pelos pais aos seus filhos, imposição está feita por motivo de costumes sociais.
Concordo plenamente que todos nós temos que ter alguma esperança, fé em algo nem que seja em si próprio, porém, sou totalmente contra essas tradições impostas pela igreja católica ou até por qualquer outra instituição, pois estamos cansados de saber que qualquer tipo de fanatismo, imposição sempre terá o seu lado negativo.
Entendo que muitas famílias usam o Natal para reunir todos os entes queridos em um jantar ou um almoço mais penso que não precisamos dessa falsa comemoração para que possamos reunir nossos familiares como também entendo que não precisamos do Natal para presentear as pessoas que amamos.
Façamos nós mesmos nossas festas, em datas estipuladas por nós mesmos e não por alguém que decidiu há 2000 anos atrás que o Natal seria no dia 25 de dezembro, vamos nós mesmos decidir o que comemorar e quando comemorar e com certeza desta forma iremos aos poucos esquecer esses costumes retrógrados que nos demonstrou por todo esse tempo que não é nem um pouco eficaz.
Sempre lembrando que não podemos esquecer a nossa essência, nossos princípios, mais como todos nós objetivamos a evolução contínua, necessitamos evoluir em todos os sentidos, mesmo que isto resulte em esquecer coisas que não nos serviram praticamente para nada por todo esse tempo.

Wednesday, December 20, 2006

"O valor de uma vida"

Como será que poderemos descobrir o valor de uma vida?
Eu pessoalmente já pensei em várias hipóteses, talvez perguntar ao um padre ou até mesmo ao um moleque de morro esses nos quais você pode pagar “uns R$100,00” para que ele mate alguém, o quanto ele poderia me cobrar, talvez por eu ser uma pessoa simples ele poderia me dar até um desconto.
Creio se todos nós fossemos responder esta pergunta primeiramente falaríamos que a vida não tem valor, é uma coisa inestimável, mais seria puro cinismo de nossa parte afirmar algo desta forma, ora, todos os dias fizemos tomamos determinadas atitudes que desmentem essa tese.
Irei dar alguns exemplos: em nossa BR 101 Norte há passarelas sendo construídas somente agora, mais de 5 anos depois da conclusão da duplicação, ou seja varias pessoas/pedestres pagaram com a vida pelo preço da “modernização e evolução” da nossa estrada. As decorações de natal na qual estão por toda parte e todos nós sabemos que não são de custo barato enquanto faltam leitos e remédios em nosso sistema de saúde. Mais uma vez a vida tem um valor menor do que o embelezamento da cidade na época natalina.
A única certeza que resta clara é que precisamos urgente mudar nosso modo de pensar e mais importante ainda, mudar o nosso modo de agir, se continuarmos agindo dessa forma, menosprezando o bem maior que todos nós temos que é a vida, como iremos conseguir que os outros bens de menor valor sejam respeitados?

Wednesday, November 08, 2006

"Um país de merda, um país de ouro"

Acabo de regressar de Salvador depois de uma semana de sol e muita felicidade com minha namorada no estado da Bahia.
Retornei para minha querida cidade com uma ótima impressão do povo baiano, pessoas hospitaleiras e apesar da grande miséria que assola os estados do norte/nordeste do Brasil, essas pessoas estão sempre sorrindo e dispostos a fornecer ajuda ou informações na medida do possível.
Quinta-feira quando cheguei, fui conhecer o pelourinho, lugar esse que somente conhecia por fotos e pelo vídeo clipe de Michel Jackson, no qual ele faz uma grande performance com os percursionistas do Olodum.
Primeiramente fiquei espantado com tanta pobreza em um só lugar, pessoas pedindo esmolas, bêbados pelas calçadas, porém depois de alguns minutos comecei a sentir-me um pouco mais a vontade, avistei alguns policias, depois reparei que todo pelourinho é vigiado por câmeras e as pessoas que no primeiro momento nos pareceram ser marginais, ou até pessoas de ma-fé, “pré-conceito” esse que está enraizado em nossas mentes somente por esses cidadãos serem da raça negra foram desaparecendo e no lugar desse “medo” surgiu um bem estar, um sentimento de estar fazendo parte daquela situação.
Superado o medo inicial sentamos em um restaurante localizado em uma daquelas esquinas, estabelecimento esse simples, porém aconchegante. Logo após chegarmos, um grupo de 20 turistas belgas aportou ao nosso lado, nenhum deles falava sequer uma palavra em português mais eles estavam bem acompanhados, com um guia de aproximadamente 2 metros de altura que falava fluentemente a língua de nossos visitantes como também fazia muito bem o papel de segurança, não deixando ninguém se aproximar do grupo.
Apesar de sua desenvoltura o referido guia conhecia todas as pessoas do local desde os vendedores de artesanato até o vocalista da bandinha que tocava no restaurante.
Após de algumas cervejas resolvi por necessidade ir ao banheiro, e por coincidência foi lá que me inspirei a escrever este artigo. O banheiro era sujo, com algumas goteiras, ou seja, sem nenhuma infra-estrutura.
De qualquer forma quando retornei para minha mesa, olhei para o grupo de turistas, todos eles felizes, tentando acompanhar as musicas de “axé” cantadas pela banda e tomando suas caipirinhas como se tudo estivesse perfeito.
Sinceramente tentei ficar no clima, mais não consegui, fico triste em saber que temos os lugares mais lindos do mundo e não aproveitamos as oportunidades, temos a população mais hospitaleira e simpática do mundo mais não aproveitamos a oportunidades e pelo resto da noite quedei-me pensando “Será que não temos consciência que podemos ser muito melhores do que já somos?” “Será que não podemos investir um pouco mais em educação e conhecimento” “Será que não podemos pegar algum país de primeiro mundo como paradigma para que possamos fazer melhorias significativas em nosso próprio país?”.
O importante é nos conscientizarmos que temos um potencial sem igual, só nos falta um pouco mais de informação, leitura, investimento. Torço para que esse dia chegue, para que nosso país saia dessa mediocridade, senão estaremos fadados a ir ao pelourinho lugar esse visitado por milhares turistas o ano inteiro de chapéu, para que quando formos ao banheiro, a goteira não cair bem em cima de nossa cabeça.

Monday, October 30, 2006

"Foda-se o Luciano Hulk!"

Não consigo entender como pessoas desta estirpe conseguem programas tão bem financiados na televisão em horários tão nobres. Talvez na verdade eu entenda, porém, não quero acreditar que pessoas podem ser tão ignorantes ao ponto de assistir este tipo de programa.
Não concordo com esse tipo de exploração, na qual usa as necessidades das pessoas, que normalmente é a financeira, para ter audiência. Fazendo essas pessoas que normalmente não tem formação nenhuma passar por situações tão quanto ridículas para ganhar um determinado valor em dinheiro, valor esse considerável irrisório comparado com os patrocínios do referido programa ou até com o salário do apresentador.
É realmente lamentável que perdemos tempo assistindo esse tipo de programação e pior ainda é a forma que esse tipo de indivíduo é ovacionado pelo povo quando sai nas ruas, como se fosse uma grande pessoa, ou melhor, tem sua imagem relacionada ao um bom samaritano da T.V..
A meu ver, ele nada mais é que um explorador, como existe explorador de menores, explorador de crianças, esse indivíduo é um explorador de necessitados. E mesmo concordando que essas pessoas são quem procuram o programa e não elas que são procuradas. Tal conduta não tira a sua culpa de estar de certa forma perpetuando a ignorância de nosso povo.
Até porque sempre terá mais audiência uma pessoa de raça negra de baixa renda tentando empilhar cartas em 1 minuto do que uma pessoa de raça negra de baixa renda tentando resolver uma prova de matemática em 1 hora.
Foda-se o Luciano Hulk!

Monday, October 16, 2006

"O ser vivo mais injusto"

Quarta-feira, véspera de feriado, Avenida Beira Mar Norte, percebi um movimento intenso, fora do normal e logo avistei no céu a esquadrilha da fumaça fazendo seu show.
Refleti naquele momento, sobre todas aquelas pessoas assistido o referido “show” e a necessidade de ele estar acontecendo.
Realmente nós, seres humanos somos egoístas e injustos por natureza.
Penso que se determinada pessoa estudou, trabalhou e por conta de seu esforço adquiriu bens e patrimônio, nada mais justo do que gastar aonde bem entender. Não esquecendo, porém que nos vivemos em uma sociedade, ou seja, o certo é ajudar as pessoas em sua volta, criando ONGS, doando mensalmente uma quantia a alguma instituição ou qualquer outra forma de auxilio. Visando o bem estar da coletividade, salientado que e todos nós fizemos parte desta.
Contudo, não acho correto, os grandes pilotos de nossa força aérea ficarem “torrando” combustível, fazendo acrobacias para meia dúzia de espectadores no bairro mais rico de nossa cidade.
Penso que o dinheiro desperdiçado neste showzinho de aeronáutica de terceiro mundo poderia ser muito melhor empregado, em hospitais, escolas, ou até mesmo que operações itinerantes da própria força aérea nas favelas e nas comunidades mais carentes.
É claro que necessitamos de entretenimento, mais não irei concordar que a União empregue o NOSSO dinheiro desta forma, enquanto há pessoas a beira da miséria, idosos esperando meses para serem atendidos em hospitais e crianças sem escolas. OU VOCÊ REALMENTE ACHA QUE A SUA DIVERSÃO É MAIS IMPORTANTE?
Mais uma vez o interesse de poucos é sobreposto ao interesse de muitos e nosso dinheiro continua sendo empregado de forma errada, resultando assim neste caos e insegurança que nos assola diariamente.

Monday, October 09, 2006

"Sexy in the city e o cartel de Medellín"

Em um sábado chuvoso, na companhia de minha namorada, começamos a assistir o premiado seriado americano “Sexy in the City” no qual, possui altos índices em todos os continentes em que é transmitido. Após 30 minutos assistindo o tal seriado, que particularmente não gosto, porém, quedei me assistindo por conta de minha namorada, me espantei com uma determinada cena que durou uns 5 minutos, na qual a atriz principal “Sarah Jessica Parker” pegou no armário um pacote de maconha e começou a fumar junto com seu namorado, mostrando detalhadamente o modo como se usa a referida droga e seus efeitos. O que mais me indignou, não foi o ato em si, mais sim a maneira que foi passada ao público, tentando demonstrar de certa forma que o tal ritual é uma coisa benéfica e “cool” de fazer-se.
Os Estados Unidos gastam mais de U$20 bilhões de dólares por ano em sua guerra contra o tráfico enquanto a sua queridinha atriz faz apologia a droga que é considerada a mais perigosa a ser consumida. Não pelos seus males, mais sim por ser considerada a droga que desinibe os usuários a experimentarem outros tipos de entorpecentes.
É notório que a maconha vem sendo usada em tratamentos clínicos com bons resultados, contudo, é fato que a maconha é uma droga tão perigosa quanto às outras.
Porém, a questão é esta forma antagônica de pensamentos, de ideologias que acabam nos afundando neste caos em que nos encontramos. Ao contextualizar tal assunto veremos que na maioria dos temas não temos opiniões definidas, como também não temos objetivos traçados e sólidos para acabar com tais problemas.
Deveríamos sim, mostrar na televisão e em tantos outros meios de comunicação os danos irreversíveis que tais atos podem trazer para nossa vida, deveríamos sim fazer apologia à leitura e ao estudo e tantas outras condutas que somente trazem o bem a pessoa.
O mais lamentável é, enquanto nossa amiga “Sarah” dirige seu Cadilac em Hollywood com o vidro aberto, usando seu Rolex com o braço pendurado para fora da janela do seu carro, estamos aqui em nosso mísero país, rezando para não sermos vitimas de “seqüestros relâmpagos”. Seqüestros estes cometidos por marginais que necessitam de dinheiro, para suprir o seu vício “cool” de maconha e outros tipos de entorpecentes.

Wednesday, October 04, 2006

"Vida"

Realmente a vida nos trás ensinamentos diariamente, isto é incontestável, porém, cabe a nós ter o anseio de aprender através deles.
Reflito diariamente sobre o sentido da vida, qual é a nossa verdadeira missão, nosso objetivo de termos obtido essa oportunidade de ser alguém, interagir com pessoas, construir projetos e todas essas faculdades que nos são concedidas no momento em que nascermos e ao passar dos anos obtemos mais autonomia para exercê-las.
A parte mais interessante, na qual chama minha atenção e de certa forma me preocupa é a autonomia que temos de fazer tudo que nos convenha, é obvio que determinados atos terão seus resultados negativos, trazendo prejuízos irreparáveis a própria pessoa ou a terceiros, contudo, é maravilhoso pensar que um simples gesto seu pode tornar a vida de alguém muito melhor.
O fato de nós conseguirmos traçar nossos próprios caminhos, e nesse percurso deixar nossa marca não só em coisas mais também em pessoas, nos torna um ser muito especial, com uma grande responsabilidade não somente para com os outros e também consigo mesmo, a responsabilidade de podermos provar a nós mesmos que somos capazes de “ser alguém”. E nessa trajetória podermos ajudar os outros a “serem alguém”, tornado assim a nossa jornada muito mais valiosa e perfazendo o nosso objetivo perfeitamente.
O “ser alguém” para muitos é interpretado como um jogo, uma corrida para vitória, que muitos nem sabem como vence-la e desta forma levando esses indivíduos a depressão e a infelicidade que persegue todas as pessoas que não tenham um objetivo legitimo na vida.
Podemos aprender muito com nós mesmos e com as outras pessoas, basta somente vontade e interesse de melhorar nosso caráter, não esquecendo que nossos atos sempre refletem em terceiros, por conta deste motivo devemos pensar sempre nos resultados de nossas atitudes concluindo desta forma que nossa vida não se trata de um jogo, aonde o vencedor é aquele que ao final adquiriu mais bens ou acumulou mais dinheiro, mais vence sim, aquele que no final da sua jornada foi mais feliz .

Tuesday, October 03, 2006

"+ 1 para a estatística"

Realmente minha tese confirma-se a cada final de semana, e torna-se pior quando confirmada pelo falecimento de alguma pessoa conhecida.
Durante uma noitada de bebidas em uma fazenda, uma colega de sala na qual eu não tinha muita afinidade, acabou perdendo a vida em um acidente totalmente previsível, se levarmos em consideração os fatores: jovens, bebida e inconseqüência.
É realmente muito triste saber que uma garota de 23 anos tenha perdido a vida de uma forma tão banal, que o seu futuro foi cessado por uma irresponsabilidade sem igual do motorista e de uma falta de discernimento próprio dela, que embarcou no carro sem pensar nas conseqüências que tal atitude poderia trazer.
Não irei ser hipócrita ao ponto de afirmar que nunca agi inconseqüentemente na minha adolescência, porem existe uma grande diferença em errar e repetir diariamente o erro. Eu agi errado, contudo me arrependo muito e quando relembro meus atos penso a sorte que eu tive ao sair ileso. Penso que devemos tentar amadurecer mais rapidamente e tentar fazer que está fase de “inconseqüência” seja cada vez mais curta e não esquecer de sempre pensar nos resultados de nossos atos, caso contrário iremos enterrar todo final de semana não só uma vida, mais um futuro que como me parece, vale muito menos que uma noite de “diversão
”.

Wednesday, September 27, 2006

"A pessoa certa..."

Todos nós procuramos a pessoa certa para viver o resto de nossos dias ao nosso lado. Obviamente uns procuram com mais desespero outros mais calmamente, porém, o importante é que achemos essa pessoa antes que seja tarde demais. Raríssimas exceções preferem viver na solidão mais não iremos nos ater a essa minoria infeliz.
Iremos falar sim, das pessoas que acreditam que somente na companhia de outro ser humano poderemos ser felizes e completos. A grande pergunta é: quando devemos começar essa procura, ou melhor, como irei saber se essa é a pessoa certa ?
Esse assunto é extremamente delicado porque trata-se de uma escolha muito difícil e causadora de sérios problemas caso feita errada.
Creio que a pessoa certa aparece na sua vida com tempo, e com certeza é necessário uma cumplicidade extrema para que as duas partes possam sentir mutuamente a sensação de estarem com a pessoa certa.
Penso que esse é um dos desafios mais intrigantes de nossa vida, pois a decisão não depende somente de uma pessoa e sim de dois seres humanos, que precisam sentir as mesmas coisas e estarem pensando da mesma forma, ao passo que você convive cotidianamente com está pessoa, acaba percebendo um conjunto de qualidades e defeitos que identificam-se perfeitamente com você. Os objetivos tendem a serem parecidos e os valores também, contudo, há de haver alguma discordância e disparidade de pensamentos para que possam surgir criticas construtivas no sentido de melhorar certos pontos na relação.
Muitos acham que já encontraram o seu par perfeito, mas estão por puro comodismo com essa pessoa e eles têm medo de sair a procura, receosos de que quando se arrependerem, está pessoa não estará mais esperando. Puro engano, pois se essa pessoa não estiver, será a prova que você precisava para comprovar que estava somente perdendo tempo, e não se iluda em pensar “se eu estivesse ainda com ela(ele) tudo poderia ser diferente”, porque “se” você estivesse lá ainda, não iria ter descoberto o quão longe você estava de achar a pessoa certa na sua vida.
Nunca pare de procurar, e se você achar, tenha certeza de sua escolha, e se você tiver certeza da sua escolha tente não desperdiçar o tempo e aproveite cada minuto intensamente, mas não pense que cada minuto poderia ser o ultimo da sua vida com essa pessoa, pense sim que cada minuto com a pessoa amada é a recompensa pela sua procura e se a referida pessoa for realmente a certa você terá intensos e eternos minutos com ela.

Wednesday, September 20, 2006

"BINGO!"

Por conta de uma decisão do STF na qual declarou a inconstitucionalidade da lei estadual nº. 11.348/00 que autorizava o funcionamento dos bingos e videoloterias. Os mesmos foram fechados em todo território catarinense na a semana passada.
Através de passeatas e comunicados nos jornais os proprietários tentam insurgir contra o estado, tentando convencer a sociedade como um todo que a sua causa é justa.
O problema que a causa NÃO é justa.
Não seria justo, que todos esses milionários voltassem a ganhar diariamente fortunas de pessoas viciadas, que as famílias dos jogadores viciados voltassem a sofrer com seus entes na jogatina até altas horas da noite. Todos nós ganhos dinheiro de alguma forma, alguns trabalham para empresas, nas quais estas prestam serviços, você trabalha para que a sua empresa renda dinheiro e a empresa rendendo dinheiro prestará um serviço de qualidade para seus consumidores, mais no caso dos bingos na há esse terceiro beneficiado mais sim o terceiro prejudicado. Os “consumidores” do bingo só tendem a perder e o proprietário da casa só tende a ganhar e com isso podemos perceber o “enriquecimento ilícito” desses oportunistas.
Tenho confiança que essa decisão será mantida, e que esse fato seja um inicio de revolução contra a bandalheira generalizada em nosso país. Casas de bingos que faturam milhões em dinheiro vivo e sofrem pouquíssima fiscalização, dinheiro não declarado que muitas vezes não sabemos o destino entre outros fatores negativos que esse tipo de atividade causa em nossa sociedade.
É certo que essa decisão trará desemprego e desconforto para certas pessoas, porém o beneficio que trará será enormemente maior ou deveríamos banalizar o trafico de entorpecentes por conta que o mesmo emprega inúmeros adolescentes em nossas favelas?
A nós pessoas de bem, felizes com essa decisão, só nos resta gritar: BINGO!

"Cicarelli e as putas"

Praticamente todos nós assistimos ou ouvimos alguma coisa sobre as cenas filmadas no litoral espanhol tendo como personagens Daniela Cicarelli e seu namorado.
Muitos criticaram a sua conduta, rotulando-a de puta dentre outros adjetivos, contudo não concordo com tal reação.
Creio que ela fez o que estava sentindo vontade no momento, tendo como parceiro o seu namorado no qual está tendo uma relação há algum tempo e também em local praticamente deserto como conferimos nas imagens.
Fica evidente que uma situação como está seria insustentável em Copacabana aonde todos nós sabemos quem é Daniela Cicarelli, mas na Espanha em uma praia remota, não há o que falarmos de tal ato.
Penso que a opinião pública devia sim rotular como “putas” essas garotas que desde os 15 anos se vendem por garrafas de champagne e glamour. O pior ainda é que todas elas são de família de classe media alta, porém vazias e burras, sem nenhum dote específico. Estou me referindo essas garotas que vemos semanalmente nas revistas de fofocas nas quais as próprias mães destas referidas “putas” assinam mensalmente.
A propósito, prostituta também é aquela que casa por interesse, a única coisa que difere entre a prostituta de bordel e a de alto luxo é onde elas moram. Um reside nos fundos da boate e a outra mora em um apartamento de frente para o mar, todavia o objetivo da profissão exercida é o mesmo de todos nós: DINHEIRO E QUALIDADE DE VIDA.
Daniela pode ter obtido varias vantagens com seu casamento com Ronaldo, mas concordaremos que ela tem brilho próprio e pode alcançar o sucesso sem ajuda de ninguém. Nunca pesquisei afundo a vida de Daniela Cicarelli, contudo tenho plena convicção que ela tenha a sua vida independente de seus pais e do seu próprio namorado.
Salvo melhor juízo, puta ela seria se fosse casada e estivesse fazendo isso com um terceiro, puta ela seria se estivesse relacionando-se com esse individuo por puro interesse.
Qualquer outro comentário terá que ser considerado como um sintoma de inveja, seja das “putas” que queriam estar no lugar dela ou das mães das “putas” que gostariam que as filhas estivessem lá.

Thursday, September 14, 2006

"Eu Sei"

Realmente quanto mais sabemos, nada sabemos...
Desde o mais simplório fato até o mais complexo, essa afirmação se consolida de uma forma que nunca poderemos contradizê-la.
Desde os valores e objetivos buscados por cada individuo no quais diferem de forma absurda entre cada opinião pessoal, até a forma de pensar, ou melhor, a forma de não pensar que determinados cidadãos preferem seguir.
Irei citar o exemplo de nosso ilustríssimo professor de física, que foi assassinado de forma brutal. Qual o motivação do assassino? O que levou ele a matar uma pessoa desta forma?
Realmente a única conclusão que podemos tirar com esse fato, é que as pessoas estão perdendo a noção do certo e do errado, do justo e do injusto, nossos valores estão completamente invertidos.
Drogas estão valendo mais do que vidas, o poder está valendo mais do que o principio, cargos estão valendo mais do que ideologias. O mais puro exemplo é a campanha do nosso querido presidente Lula, na qual ele não vincula de forma alguma a estrela do PT com as siglas do partido em sua tentativa de reeleição.
Em um contexto geral, o que mais me estarrece é que as pessoas estão perdendo a sua identidade, os seus princípios, a ética está sendo deixada de lado, as pessoas estão sendo assassinadas sem motivo, os governantes estão administrando nossos estados sem virtude alguma e o resultado não poderia ser outro. O CAOS TOTAL.
É lastimável saber que tudo que nós aprendemos com o tempo está sendo desperdiçado, e ao contrário de evoluir estamos regredindo de forma gradual, alcançando desta forma, o caos total que brevemente nos assolará ETERNAMENTE.

Sunday, September 10, 2006

"+ 5 para a estatística"

Fiquei estarrecido com o acidente que resultou na morte dos cinco jovens no Rio de Janeiro, porém esse é o típico acontecimento que é totalmente previsível em nosso país.
Quedei-me comovido refletindo sobre os fatores que levaram a morte desses cinco adolescentes e cheguei a seguinte conclusão: ESSA GERAÇÃO ESTÁ PERDIDA.
Perdida no sentido que será impossível reeducar os adolescentes de hoje a não beber quando dirigir, da mesma forma que não conseguiremos instruir-los a não usar drogas, pois alem de fazem um mal terrível a sua saúde, o dinheiro usado para comprá-la poderá financiar a arma que tirará a vida de sua mãe por exemplo em um cruzamento próximo de sua casa.
Creio que toda essa ideologia não seja tão complexa para ser entendida, mais acredito que ela seja difícil de ser digerida pelos adolescentes, pelo motivo no qual é muito mais fácil não acreditar e continuar agindo desta forma errônea do que mudar e começar agir da forma correta.
Teremos que pensar em uma forma eficiente e clara, para passar esses ensinamentos aos jovens, visando o entendimento deles sobre a gravidade desses assuntos e os resultados que eles possam trazer para nossa sociedade como um todo.
Enquanto isso não irei admitir aquela choradeira dos amigos que tiveram o seus colegas mortos em um acidente de transito, eles que com certeza naquela mesma noite fizeram a mesma coisa contudo tiveram a sorte de chegar são e salvos em casa. Na mesma forma daqueles que choram quando um colega morre por conta de uma bala perdida ou de um assalto seguido de morte, porem na mesma semana estavam comprando seu comprimido de extasy e sua trouxinha de maconha do mesmo vagabundo que atirou em seu colega.
Devemos sempre contextualizar os resultados de nossos atos, para que possamos depois não precisar chorar diante do caixão de alguém que assassinamos de forma “indireta”.

Tuesday, September 05, 2006

"Estamos ao léu"

Cotidianamente me convenço que o nosso país está ficando cada vez pior, irei compartilhar um fato com vocês, para que possam tomar as suas próprias conclusões.
Voltava da faculdade na pista da direita dirigindo meu carro, quando de repente me deparei com um caminhão a minha frente, pertencente a uma famosa empreiteira do estado, esses caminhões de eixo duplo consideravelmente grande carregando brita, o mesmo trafegava em velocidade que não condizia com o limite da pista e muito menos com o tamanho do caminhão e para agravar a situação no momento em que o caminhão passou por um desnível da pista soltou um considerável volume de brita pela parte traseira da caçamba atingindo o pára-brisa do meu carro e obviamente trincando o mesmo. Meu reflexo primeiramente foi ligar para o 190 e denunciar o ato ilícito, a alta velocidade do caminhão e a imprudência ao carregar aquele tipo de carga sem a devida segurança, porém fui muito mal atendido pelo policial que é pago através de nossa contribuição em impostos, alem de não me atender adequadamente o mesmo não tomou nenhuma providencia no decorrer do percurso no qual o caminhão trafegava. Posso afirmar essa fato, pois segui o caminhão e nenhuma viatura da Policia Militar o abordou.
Quando adentramos em outra rodovia, essa já sob a jurisdição do governo federal, entrei em contato com a Policia Rodoviária Federal, disquei 191 e explanei para o oficial a situação e o mesmo falou que ia deslocar uma viatura para a rodovia para abordar o caminhão. Logo depois parei de seguir o caminhão e segui em direção a minha casa com o meu pára-brisa trincado.
Toda essa narrativa traz vários pontos que se enquadram nos pilares de nossos problemas e a partir dessa lição podemos vislumbrar que se para um simples problema como esse não há solução, você pode ter uma idéia como faremos para resolver os mais complexos.
Estradas em estado caótico, fiscalização zero no transito, caminhões pesados sem horários e pistas pré-estipuladas para trafegarem, imprudência total destes motoristas profissionais que possuem uma arma na mão, ineficiência praticamente total da policia. Todos esses fatores são conseqüência da ingerência dos gostos públicos, a falta de fiscalização por parte do órgãos competentes e a educação da população como um todo. O resultado desta equação e uma estrada com buraco, um motorista burro e mal educado e uma policia ineficaz e despreparada.
Estou cansado desses problemas e pior ainda estou enojado em saber que irei que deixar meu carro meio período em uma oficina para trocar o pára-brisa e pagar R$300 pelo serviço enquanto o dono da empreiteira toma o seu bom vinho na sua cobertura com vista para o mar e os nossos governantes que foram financiados pelo dono da empreiteira estarão tomando o seu bom café colonial no palácio, obviamente pago com o nosso dinheiro.

Monday, August 28, 2006

"Páginas da nossa sociedade"

Essas novelas globais realmente são uma vergonha, a forma na qual os assuntos são abordados, o sexo explícito em algumas cenas, a demagogia barata empregado pelo autor são realmente uma tristeza sem igual.
Porém, pior ainda é saber que muitas pessoas só assistem a novela e nada mais, não tendo anseio de adquirir conhecimento em qualquer outro assunto.
Fazendo uma analogia entre o tema “televisão” e “leitura” as novelas estão no nível das revistas semanais como CARAS e QUEM, ou seja, se você passar 1 hora assistindo a novela da globo ou ler integralmente a edição desta semana da revista CARAS, você estará adquirindo 0 (ZERO) de conhecimento ou se tiveres sorte um pouco mais do que isso.
O ponto principal é que somos um país subdesenvolvido, muitos anos atrás de vários outros países, carecendo urgentemente de conhecimento, intelectualidade, discernimento e mesmo com todas essas necessidades nos damos ao “LUXO” de perdermos tempo com esse “LIXO" que chega às bancas e às televisões diariamente, acarretando em vários problemas, pois se você não lê ou pelo menos assiste um jornal, você não adquire conhecimento, se você não adquire conhecimento acaba tornando-se uma pessoa vazia, e uma pessoa vazia não é útil praticamente para nada, muito menos para eleger um presidente ou até para educar um filho.
Deveríamos ler mais e nos atermos aos fatos que acontecem em nosso cotidiano, primordialmente nesta época de eleição, a qual definirá os próximos 4 anos em nosso país. Parando assim de viver aquela fantasia da novela das oito na qual todos nós já sabemos o final, senão estaremos condenados a bater na porta do espaço cultural de Tarcisio Meira, pedindo um misero emprego.